Prólogo: Contexto Histórico

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Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Sab 11 Fev 2017, 20:56

23 de agosto de 1939: A União Soviética e a Alemanha Nazista assinam o Pacto Molotov-Ribbentrop, um tratado de não-agressão pelo período de 10 anos. Um protocolo secreto determinava a partilha dos territórios da Polônia, Finlândia e países bálticos;

1 de setembro de 1939: A Alemanha Nazista de Hitler invade a Polônia. Tem início a Segunda Guerra Mundial. As hostilidades começaram antes de qualquer declaração diplomática. Dois dias depois, França e Reino Unido declaram guerra à Alemanha. Tropas britânicas são enviadas à França, porém nenhuma ajuda dos dois países é enviada aos polacos. Começa a Batalha do Atlântico;

7 a 16 de setembro de 1939: A Ofensiva do Sarre reúne quase 30 divisões francesas para assaltar a fronteira oeste da Alemanha, a menos defendida. O ataque nunca ocorreu;

17 de setembro de 1939: Forças soviéticas se unem à invasão da Polônia. A URSS continua neutra em relação às potências ocidentais;

5 de outubro de 1939: O último dos grandes exércitos polacos se rende. A Polônia é derrotada após 1 mês de conflito. Alemanha e URSS dividem e anexam os territórios da Polônia;


12 de outubro de 1939: Reino Unido recusa formalmente o acordo de paz proposto por Hitler;

30 de novembro de 1939 a 13 de março de 1940: A URSS invade a Finlândia, dando início a Guerra de Inverno. Apesar da imensa superioridade numérica, os soviéticos foram incapazes de conquistar mais de 10% do território após meses de guerra. Ao assinar o Tratado de Paz de Moscou, a Finlândia concordou em ceder mais território do que tomado pela URSS durante a guerra;

9 de abril de 1940: Alemanha invade Dinamarca e Noruega em uma manobra preventiva contra uma possível ocupação britânica e francesa dos territórios. Enviados alemães informam aos governos que a Alemanha veio proteger a neutralidade dos países de uma agressão franco-britânica;


10 de maio de 1940: Winston Churchill sucede como Primeiro Ministro do Reino Unido. No mesmo dia, a Alemanha invade Luxemburgo, Holanda e Bélgica, dando início à Batalha da França;

13 de maio de 1940: Alemanha invade a França pela região das Ardenas, a menos defendida pelos franceses, que acreditam que o terreno era impassável para tanques, flanqueando assim a Linha Maginot. Grande parte das forças aliadas estavam em Flandres, antecipando uma repetição do que ocorreu na Primeira Guerra Mundial, e foram separadas do território principal francês;

26 de maio de 1940: Tem início a Operação Dynamo, que ficaria conhecida posteriormente como O Milagre de Dunkirk. Tropas aliadas cercadas pelo exército alemão são evacuadas pelas praias e porto de Dunkirk. Mais de 330 mil soldados, entre belgas, franceses e a Força Expedicionária Britânica, são resgatados. Quase todos os veículos, tanques e equipamentos foram abandonados. Winston Churchill declara que os eventos na França foram “um desastre militar colossal”;


3 de junho de 1940: A Luftwaffe bombardeia Paris. As táticas e comunicações superiores alemãs levam o governo e o exército francês ao colapso em poucas semanas de conflito;

10 de junho de 1940: Itália declara guerra à França e ao Reino Unido. Apesar disso, seus esforços foram insignificantes na captura de território;

16 de junho de 1940: Marechal Pétain se torna Premier e a França pede um cessar fogo;

18 de junho de 1940: General Charles de Gaulle discursa na rádio BBC. Nasce a Resistência Francesa;

22 de junho de 1940: A França se rende após 6 semanas de conflito. O armistício é assinado na Floresta de Compiègne, no exato mesmo vagão onde a Alemanha, ao fim da Primeira Guerra Mundial, assinara a rendição. A França é repartida em dois territórios: ao Norte, a Zona Ocupada pelo exército de Hitler, suas tropas concentradas no que ficaria conhecido como a Muralha do Atlântico; ao Sul, a Zona Livre, governada pela França de Vichy do Marechal Pétain. O governo de Vichy devia ser solidário ao Eixo, pagar pelos custos de ocupação alemã, e limitar-se a um exército de 100 mil homens, desarmados. A Alemanha manteve 2 milhões de prisioneiros de guerra em campos de trabalho forçado a fim de garantir o apoio do governo de Vichy;

10 de julho de 1940: Começa a Batalha da Inglaterra. A Royal Air Force enfrenta a Luftwaffe pelo domínio aéreo do Canal da Mancha. O Império Britânico está sozinho na guerra, e uma invasão à ilha parece eminente.


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Discurso do General de Gaulle: O Apelo de 18 de Junho

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 17:21

Em Junho 18, 1940, em 19:00, a voz de de Gaulle era transmissão por toda a Europa:

Aconteça o que acontecer, a chama da resistência francesa não deve extinguir-se...

Os chefes que há muitos anos se encontram à frente dos exércitos franceses formaram um governo. Este governo, alegando a derrota dos nossos exércitos, entrou em contato com o inimigo para cessar o combate.

É certo que fomos e estamos a ser esmagados ela força mecânica, terrestre e aérea do inimigo. Muito mais que o seu número, são os tanques, os aviões e a táctica dos Alemães que nos fazem recuar. Foram os tanques, os aviões e a táctica dos Alemães que surpreenderam os nossos chefes ao ponto de os levarem onde estão hoje.

Mas estará dita a última palavra? Deverá a esperança desaparecer? Será a derrota definitiva? Não!

Acreditem em mim, que vos falo com conhecimento de causa e vos digo que nada está perdido para a França. Os mesmos meios que nos venceram podem um dia dar-nos a vitória.

Porque a França não está sozinha! Não está sozinha! Não está sozinha! Tem um vasto Império atrás de si. Pode formar um bloco com o Império Britânico, que domina o mar e continua a luta. Pode, tal como a Inglaterra, utilizar sem limites e imensa indústria dos Estados Unidos.

Esta guerra não se limita ao território infeliz do nosso país. Esta guerra não é definida pela batalha de França. Esta guerra é uma guerra mundial. Todas as falhas, todos os atrasos e todos os sofrimentos não impedem que existam, no universo, todos os meios necessários para um dia esmagar os nossos inimigos. Esmagados hoje pela força mecânica, poderemos vencer no futuro com uma força mecânica superior. É aí que reside o destino do mundo.

Eu, General de Gaulle, atualmente em Londres, convido os oficiais e soldados franceses que se encontram ou se venham a encontrar em território britânico, com ou sem as suas armas, convido os engenheiros e os operários especializados das industrias de armamento que se encontram ou venham a encontrar em território britânico, a entrarem em contacto comigo.

Aconteça o que acontecer, a chama da resistência francesa não deve extinguir-se e não se extinguirá.

Amanhã, tal como hoje, falarei na Rádio de Londres.


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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 17:43

Robert Locksley
Apenas um mês atrás, o Primeiro Ministro Winston Churchill requisitou a criação de uma nova brigada. Seu nome seria Special Service Brigade, e seus soldados seriam apenas voluntários. Os Commandos fariam incursões ao território inimigo por embarcações ou saltando de paraquedas, em pequenos grupos táticos, e devastariam o inimigo por trás das linhas. Nas palavras de Churchill "develop a reign of terror down the enemy coast". Missões de alto risco, grande recompensa. Assim que soube, se voluntariou. As provas para seleção foram os cinco piores e os cinco melhores dias da sua vida. Após os resultados do teste e análise da sua ficha, não restaram dúvidas: você lideraria uma dessas equipes de elite das Forças Armadas de Sua Majestade, em terra, mar e ar.

Para sua surpresa (ou não), seu esquadrão atuaria em conjunto com forças francesas aliadas. Ao que tudo indica, existe uma nova França liderada pelo General de Gaulle em Londres, e que continuaria na luta contra o Eixo. Você foi convidado para uma reunião com o Major Passy e o próprio General de Gaulle. Previamente ao encontro, você foi alertado: como voluntário, ninguém poderia te obrigar a participar desta reunião. Porém, a partir do momento que atravessasse a porta daquele escritório, você receberia ordens que desafiariam os limites entre o heroísmo e o suicídio. E você seria obrigado a cumpri-las.


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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 17:47

Cristhian Theofilakis
Seu batalhão participou diretamente da Batalha da França. Sua divisão foi alocada no Norte, próximo a Flandres. Foi você que recebeu a notícia, por rádio, que os nazistas haviam sucedido em atacar pelas Ardenas, e a retransmitiu ao Comandante. Subitamente, todo o seu batalhão estava sem comunicação com Paris, sem linhas de suprimento, e cercado pelos exércitos alemães. A Linha Maginot, juntamente com toda a logística do exército francês, havia falhado miseravelmente.

Milagrosamente, vocês foram resgatados em Durkink, onde embarcaram em navios de guerra britânicos para a Inglaterra. Você teve que esperar por exaustivas 8 horas no mar, com água salgada até os ombros, até ser salvo por uma embarcação civil. Alguns dos seus colegas lutaram e morreram heroicamente na defesa de Dunkirk contra divisões de blindados alemães, para que outros como você pudessem se salvar.

Quando de Gaulle discursou, você não teve dúvidas e se voluntariou para lutar ao lado da França Livre. Você poderia estar a salvo numa ilha, mas seus pais ainda estavam em Paris! Era um legionário e um dos hábeis. Ao saber de suas qualificações, o Major Passy o convocou para uma missão “da maior importância”.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 17:48

Hans Von Wendlinger
Você presenciou a Batalha da França em primeira mão. Lutou na linha de frente contra os nazistas e constatou: o inimigo era superior. Triste momento que decidiu enfrentar sua terra natal. Armas superiores, táticas superiores, métodos superiores. A França se preparava para uma guerra de trincheiras, estacionária, enquanto os generais alemães combinavam tanques, ataques aéreos e rápido avanço da infantaria na blitzkrieg. O 12º Regimento Estrangeiro de Infantaria, sob ameaça de ser encurralado, abandonou a defesa de Soissons e recuou para o Sul. As ordens não chegaram a tempo e muitos dos seus irmãos de armas morreram. Ao tempo do armistício, o regimento perdeu 2500 homens.

Sob ordens de deportar qualquer alemão de nascimento que tivesse desertado para França, seu superior ajudou-o num plano desesperado de fuga. Sem dúvida, se capturado, você seria cruelmente punido e serviria de exemplo. Você conseguiu fugir para a Inglaterra em um navio com uns poucos oficiais do exército francês. Sem um propósito de vida na ilha, você se voluntariou a servir de Gaulle quando ouviu seu discurso, assim como outros legionários, e foi convocado para uma missão secreta pelo Major Passy.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 18:10

Sabão
As notícias que você escutava todas as manhãs no rádio eram mais negras que a sua pele. Primeiro, o estupro coletivo de um país inteiro, dilacerado por duas hienas famintas em um mês: uma fascista e outra comunista. Depois, invasões sucessivas nos países do Norte da Europa que, segundo ouvia, eram tipo um Rio de Janeiro ao contrário, com neve no lugar de areia e frio no lugar das mulatas. Então veio a queda da França, a maior potência da Europa, em assustadoras 6 semanas! Não fosse isso o bastante, a ameaça comunista de Moscou que colocou Getúlio no poder (de novo!) absoluto do Estado Novo, parece ser grande o bastante para tira-lo de lá e afundar os Estados Unidos do Brasil em uma maré vermelha anticapitalista que nem você poderia impedir!

É nesse tempo de incertezas que o superior do seu superior veio até você. Segundo ele, o serviço secreto brasileiro (que você nem sabia que existia) esteve investigando o pessoal das Forças Armadas e encontraram algo em você que justifica te mandar para aquele matadouro chamado Europa. Você deve se apresentar ao gabinete do Capitão Olímpio Mourão Filho, às 7h da manhã de amanhã.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 18:14

Vieirinha
Não tardou muito e velhas rixas reapareceram, e o soldado novato foi acusado de mais de uma morte. Desta vez, a influência dos Posella teve que fazer ocorrer a transferência de um soldado suspeito para uma cidade distante de todo aquele passado violento. O Rio de Janeiro pareceu a melhor opção. Moderna, populada por milhões de rostos que desconheciam o de Aníbal. Teria oportunidade de progredir na carreira militar, talvez alcançar a patente de sargento, e ter uma vida nova e sossegada de carioca.

E realmente a oportunidade apareceu. Aquele soldado recém-chegado, de patente nenhuma, era mais habilidoso na arma e no fazer matar do que qualquer outro do esquadrão. O talento de Vieirinha foi notado e justificado por um oficial de poucos amigos: o sangue nas mãos de Aníbal funcionava como óleo lubrificante para o mecanismo da arma. Sua prontidão de caçador foi explorada por grupos do Exército Brasileiro que Vieirinha não sabia reconhecer e, naqueles meses sombrios para a Europa, veio o convite. Se aceite, Aníbal seria libertado daquele zoológico para a selva, onde poderia finalmente saciar sua fome em uma caçada legítima. Você deve se apresentar ao gabinete do capitão Olímpio Mourão Filho às 7h da manhã de amanhã.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 18:25

Daniel Blanchard
Na sua curta carreira no exército você se lembra de ter estado uma única vez sob a liderança de Charles de Gaulle. Em 17 de maio, o tanque que você pilotava integrava um grupo de 200 blindados que atacou os alemães em Montcornet. Mesmo sem suporte aéreo, de Gaulle foi capaz de fazer panzers e infantaria recuarem para Caumont. As táticas inovadoras de Charles de Gaulle eram muito semelhantes às que os alemães empregaram durante toda a campanha. A vitória, uma das poucas francesas nesse triste período, garantiu a patente de General de Brigada a de Gaulle.

Então quando de Gaulle discursou para que todo francês ouvisse, você não teve dúvida: resistiria bravamente até que os nazistas fossem expulsos da França ou morreria tentando. E foi num ambiente cheio de pessoas com este mesmo pensamento que você conheceu Isabelle – que era homem. Um agente secreto francês, que veio de Londres com o objetivo de construir uma célula de resistência na Zona Ocupada. Ele, com o apoio do misterioso Coronel Rémy, erigiria uma confraria, uma rede de inteligência, que informaria aos Aliados toda a movimentação nazista.

Com essa promessa, ele te convidou a regressar ao mesmo bar. Desta vez, porém, o estabelecimento estaria fechado. Seria plena madrugada.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 18:26

Boris Andravitch
Não havia sido nada fácil chegar tão longe. Não fossem você e seu esquadrão o melhor que a infantaria naval soviética pudesse oferecer, teriam perecido antes mesmo de sair da pátria mãe. Bastou uma movimentação inesperada da Frota do Mar Negro para que os malditos romenos ficassem de olho em vocês. Chegar ao Egeu foi pior. Os malditos italianos deixaram tudo em ruínas. Contornar a Itália para chegar ao Sul da França foi tarefa hercúlea, mas não mais que um passeio no parque para você e seu esquadrão. Não havia nada de interessante na “França de Vichy”, uma merda de um país agrário. Eles deveriam conhecer a Rússia para saber o que são cultivos agrários de verdade!

Mas apesar de todo o risco, parece que valeu a pena chegar tão longe no inferno. No coração da França Ocupada, está nascendo um câncer que se autoproclama Resistência. Foi num desses bares repletos de maricas franceses que você conheceu Isabelle. Nome estranho para um homem, mas você supôs que seria normal para um francês. Um agente secreto construindo uma rede de inteligência na França. E ele fala tanto de um tal Coronel Rémy que você aceitou dar corda para ele se enforcar. Esta madrugada, no bar, você levará 4 dos seus homens, armados até os dentes como de costume.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 19:25

Jens Wurfel
Ainda na cervejaria, você é surpreendido por uma visita. O susto bastou para que você sacasse a pistola. Era uma amiga alemã, Emila Apolonia, que avistou você agitado na estação de trem e te seguiu até o local. Vocês se conheceram em Viena. Ela era prima de Anna, e casada com um alemão. O marido de Emila servia a guerra e conheceu, assim como você, a realidade sombria dos campos de concentração. Vocês conversaram quase uma hora. Foi um alívio para a alma encontrar uma amiga depois de tanto tempo.

Emila chorou pela deportação de uma amiga, nascida no lado errado da fronteira. Havia outros assim, sendo enviados aos campos por serem judeus. Era o que comentavam. Para seu alívio, Anna não estava naquele trem. Emila lhe disse que Anna fugiu para a França antes da invasão, para a casa de um amigo da família, e que não obteve mais notícias depois que os alemães conquistaram o país.

Foi com base nessa única pista que você decidiu viajar para a França Ocupada, ainda que sob protestos de Emila. Os nazistas estão caçando alemães desertores. Se pego, você será cruelmente punido e servirá de exemplo para qualquer um que questione os planos de Hitler.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 20:40

Robert, Cristhian e Hans
Cada um de vocês foi convidado para se apresentar ao endereço "64 Baker Street" em Londres, precisamente às 2h da tarde, um discreto prédio de escritórios. No interior, a primeira vista, parece ser um departamento civil, mas assim que vocês se apresentam, são levados para os andares superiores, onde homens e mulheres em fardas e uniformes militares ocupam os ambientes. Vocês são direcionados para uma simpática mulher até uma sala de reuniões sem janelas, ampla e mobiliada com mesas, cadeiras e carteiras, quadro negro e um retroprojetor.


Há 8 pessoas na sala, reconhecidamente 3 legionários da Legião Estrangeira, 3 soldados do Exército Britânico, e 2 civis com roupas formais, contando com vocês. Tão logo todos estão reunidos, um oficial com o uniforme do Exército Francês entra, acende as luzes e tranca a porta. Vocês se colocam em posição de sentido e o oficial faz sinal para relaxarem.

- Meu nome é Major Dewavrin - o oficial se apresenta em bom inglês - Mas de hoje em diante vocês se dirigirão a mim como Coronel Passy. Vocês, senhores, são agora integrantes da "Special Operations Executive", uma organização que não existe. Seu Comandante supremo é Winston Churchill. Winnie tem uma missão para vocês, uma missão muito simples na verdade: - pausa dramática - Ele quer que vocês ateiem fogo na Europa.


A única porta se abre e um homem muito alto entra na sala. Ele veste o uniforme de um General de Brigada do Exército Francês. Coronel Passy olha para o relógio e comenta irônico com o superior, em francês:

- Pontualidade britânica, senhor.

O General o ignora, sem expressar humor. Tão logo fecha a porta, joga uma dúzia de envelopes pardos sobre a mesa e se vira para vocês, em inglês:

- Eu sou o General de Gaulle. Apresentem-se.


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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Dom 12 Fev 2017, 21:20

Sabão e Vieirinha
Não é nem sete horas da manhã e vocês já se apresentaram à Fortaleza de Santa Cruz da Barra, local onde o Capitão Olímpio Mourão Filho se encontrava desde antes do sol nascer no mar. Se para Sabão, aquele encontro era cercado de mistério e ele já havia se arrependido ao capelão e pagado pelos pecados desta vida e da próxima, para Vieirinha era como assinar uma carta de alforria. Vocês integram um grupo de 10 praças, que se reúnem ao relógio de sol antes de serem recebidos pelo Capitão e por um Primeiro Tenente. Ao recebê-los, eles os guiam até o Salão das Pedras, o antigo paiol.




Sabão observa seus colegas praças e nenhum deles parece ter cara de muitos amigos. Um deles, baixinho, parece ser boa gente. Sabão é o único negro ali, e começa a pensar que todos seriam mandados imediatamente às masmorras por insurreição contra o Getúlio. Isso só podia ser um engano! Logo ele, um bom homem?

Já Vieirinha, ao analisar os demais praças, percebeu friamente que aquilo tratava-se de uma seleção dos mais aptos do quartel.

O Capitão Olímpio Mourão Filho guia todos a uma pequena cela, onde ele toma o lugar atrás de uma mesa cheia de papéis. Assim que o último entra, o Primeiro Tenente tranca a porta pelo lado de fora e monta guarda.

- Vocês foram chamados aqui porque possuem as qualidades que o Estado Novo busca. O Conselho de Segurança Nacional investigou suas vidas e eu posso afirmar que sabemos mais sobre vocês do que a infeliz das suas respectivas progenitoras. Há uma guerra ocorrendo na Europa neste momento, e o Vargas precisa saber qual tapete puxar antes que algum gringo filho da puta puxe o nosso. Então vamos logo ao que importa: alguém aqui não tem as bolas para defender o interesse da nossa grandiosa nação? Algum, dentre vocês, se recusa a sujar as mãos de sangue para evitar que manchem a nossa bandeira de vermelho? Porque se não tiverem, o Conselho de Segurança não está fazendo um trabalho bom o bastante.


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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Vieirinha em Dom 12 Fev 2017, 22:42

AAhhh... O cheiro de pólvora é como um aroma de cafe na primeira hora da manhã, só não é mais gratificante do que o semblante de horror de mais um vagabundo que cai com a bala de minha pistola. Até que enfim consegui derrubar mais um dos que faltavam para completar o ciclo de filhos da puta que sujaram a honra da minha família... Um tiro quase que cirurgicamente certeiro... hehahahaha (meu Deus, eu não consigo parar de rir... mais um hhehehehahahahaha)

Nossa, preciso segurar o sorriso, afinal estou aqui nesta sala, com um capitão falando comigo! Bolas, eu jamais imaginaria isso... Olha só pra essa cambada... Não faço ideia de quem é a maioria desses infelizes... Olha só pra cara daquele negrinho ali... Está olhando pra mim como se me conhecesse... Mas seus olhos... Ele parece meio desconfortável (huhuhuhahahahahahah, se segura Vieirinha e presta atenção no que o capitão está falando...)

Ouço atentamente a proposta do capitão enquanto a me convencer que talvez aquela seria a chance de mudar de vida, de sair desse caminho de sangue, então ouço algo que retine nos meus ouvidos como um zunido agudo, uma frase mágica... "Algum, dentre vocês, se recusa a sujar as mãos de sangue...?".

Meu coração dispara, meus olhos se arregalam e quase sem que eu percebesse minha boca se abre com esse meu sotaque caipira...

"Com todo respeito capitão... Aponte o alvo e deixe o resto comigo..."

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Maedhros em Seg 13 Fev 2017, 00:16

No meio de tantos brancos, tento encontrar algum rosto familiar, apenas com o movimento dos olhos e evitando mexer a cabeça:

[Será que eles sabem da peleja na Borda? Achei que já estava resolvida aquele balaio. Ô meu São Cristóvão, acuda eu.]

Fico em silêncio quanto a pergunta do Capitão pensando:

[Os raparigas devem estar pegando os praça que entraram em mais peleja e juntando pra dar um fim. Ô meu São Cristóvão, acuda! E eu tinha culpa de estar no lugar onde o cartuxo comia?! Acho que única opção é ficar amuado e aceitar o que eles mandarem. É isso ou eu viro sabão pra recruta.]

Assim que ouço o baixinho falar, percebo:

[Esse rapaz tá com um sotaque paulista...]

(off: Só abrindo uma observação: em minhas postagens tenho um padrão diferente dos outros. Pra fácil entendimento vou colocar aqui o que cada coisa significa. Se esta em itálico são frases ditas em voz pelo PJ; e se está entre colchetes [ ] são pensamentos do PJ. Só queria avisar kkk)

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Samyaza em Seg 13 Fev 2017, 14:44

Durante as palavras do "Coronel Passy" eu aproveito para observar as outras pessoas na sala, procurando por duas coisas: identificar em seus ombros ou braços as divisas e insígnias que informem suas patentes e especializações e nos seus olhares o "fogo" incomum que diferenciava homens de garotos.

Quando o general entra e solicita a apresentação fico em posição de sentido, presto continência e com voz firme e olhar fixo me apresento:
"Segundo-tenente do Exército Britânico Robert Locksley!"
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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Seg 13 Fev 2017, 16:46

Daniel e Boris
Le Havre, França. Madrugada de 29 de julho de 1940. Quartier Saint François, Cyclamen Bar.

As janelas foram ocultadas com cortinas, lonas e mobília revirada. A única iluminação vem dos poucos lampiões e dos muitos cigarros acesos. Os nazistas instituíram toque de recolher, e qualquer atividade tão perto do porto seria especialmente suspeita. Blanchard reconhece muitos rostos no ambiente escuro, com aroma de tabaco e conspiração no ar.
São clientes frequentes do bar, ou talvez sejam clientes apenas de Isabelle, o francês que organizou o encontro secreto. O proprietário do bar é um dos poucos armados, sentado atrás do balcão sobre uma cadeira de vime da qual ele não pode se levantar - a Grande Guerra tirou o movimento de suas pernas. Os demais homens sussurram, suas ideias tão fortes quanto suas coragens.

Isabelle entra no recinto, surge pela porta da adega, por onde todos vieram. Acompanhando Isabelle, estão 5 homens enormes (entre eles, Boris), armados até os dentes. Por um instante, todos no recinto se apavoram pela ideia de que os alemães tivessem capturado Isabelle e agora fossem executar a todos os partisans. O próprio Isabelle pede calma e explica a situação:

- Calma por favor! Calma! Estes são amigos! - ele pede em francês, e continua quando consegue silêncio - Alguns de vocês me conhecem por Isabelle, outros por Le Baron, ou ainda por Gaston. Meu verdadeiro nome é Louis de La Bardonnie. Eu os reuni aqui porque, como vocês, estou insatisfeito. Insatisfeito com esse governo que abandonou a luta e entregou a gloriosa França aos malditos nazistas! Insatisfeito com essa ocupação ilegal. Eu estou aqui, porque respondi ao apelo de de Gaulle e, acredito que todos aqui também, continuarei lutando pela liberdade.

Isabelle e de Gaulle

Neste momento em diante, Pierrot, um dos amigos de Isabelle, começa a traduzir para o inglês o que ele diz, para auxiliar Boris já que ele não fala francês.

- Estes homens aqui são soviéticos, desertores, que vieram lutar pela França Livre. Eles levantarão suas armas para o grande plano de Coronel Rémy de erguer uma célula de resistência na França. Hoje eu os testarei para que ingressem nessa resistência, nessa grande confraria que informará todos os passos dos nazistas aos nossos aliados do outro lado do canal. Mas eu não posso obrigá-los a arriscar suas vidas e a de suas famílias para isso. Por isso eu peço que cada um de vocês, que aceitar arriscar-se esta noite, antes que saiba de quais perigos poderá enfrentar, que erga seu punho de coragem e diga que sim! Que apoia! E que diga seu nome de partisan! Pois os nazistas jamais saberão quem somos!

Isabelle é o primeiro a erguer o punho cerrado direito e gritar seu codinome, seguido por Pierrot, Alaric e Alceste.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por †_Junior_† em Seg 13 Fev 2017, 16:58

[Todas essas pessoas parecem especialistas em suas próprias áreas... O comum ficou da porta para fora]

Permaneço atento durante as palavras de Passy e olho distraído para outras pessoas, me fixando em seus rostos e sua postura corporal. O quanto nervosos ou tranquilos  estão naquele ambiente ou até acostumados àquelas situações. Me ajeito no mesmo lugar, não conseguindo esconder um leve nervosismo, arrumando a roupa que uso e o óculos.

Quando é solicitado as apresentações, hesito e deixo um outro homem passar a minha frente. Percebo seu movimento firme e penso:

[Este possui confiança!]

Assim que ele termina, tomo a frente, presto continência de maneira simples mas firme e falo em inglês:

- Sargento de Comunicações da Legião Francesa, Senhor!. Cristhian... Cristhian Theofilákis.

Não consigo esconder o sotaque forte estrangeiro ao falar meu nome.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Seg 13 Fev 2017, 21:05

Jens
A viagem custou-lhe todos os cigarros e economias que você possuía, e levou ainda mais tempo que o anteriormente estimado. O exército nazista podia mover-se com velocidade extraordinária no palco de guerra, mas você enfrentou grandes dificuldades. Documentos e passaporte falsos, suborno aos soldados da Werhmacht, preços exorbitantes para percorrer mesmo pequenas distâncias nos trens e nos lombos dos animais. A guerra deixou marcas profundas em todos os lugares que você visitava. Refugiados que perderam tudo o que tinham, cidades inteiras em ruínas, campos devastados.

Já era fim de tarde quando você avistou Le Havre, ao Norte da França Ocupada, um dos maiores portos do país. Sua pista terminava em uma casa de campo nos arredores desta grande cidade. Você precisaria investigar pelo sobrenome da família para descobrir a localização da fazenda - cautelosamente, já que Anna vinha de família polaca.

As poucas pessoas que você avistava se escondiam dentro de suas casas tão logo o sol se escondia no horizonte. Ninguém se dispunha numa conversa com um viajante sujo da poeira da estrada. O céu já se fazia escuro quando você parou em um beco para saciar fome e sede. Suas provisões de viagem chegavam ao fim e você precisaria encontrar logo algum lugar para pernoitar. Com sorte, sua maleta bastaria para convencer as pessoas de que era médico e trocaria seus serviços por um teto e comida suficiente para continuar sua procura.

Foi com esta finalidade que você deixou o beco, apenas para encontrar a rua deserta e o martelar de um motor a duas quadras dali. Logo, os faróis de um carro nazista apontaram nas suas costas, e sob o comando de um alemão e a ameaça de uma arma sendo destravada você parou. Dois soldados deixam o carro e outros dois continuam no interior. Eles apontam suas armas para você e um diz em alemão:

- Você está violando o toque de recolher. Me entregue seus documentos imediatamente e diga o que está fazendo nas ruas.

Patrulha nazista


Última edição por Hugar em Seg 13 Fev 2017, 23:17, editado 1 vez(es)

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Blanchard em Seg 13 Fev 2017, 22:21

Enquanto seguro um cigarro entre meus dedos, cumprimento os que reconheço tocando os dedos -que seguram o cigarro - em minha cabeça, como uma continência informal.

Quando os homens armados entram no recinto, derrubo o cigarro, pensando na primeira captura: o impacto e os tímpanos quase estourados, meu tanque em chamas, os chutes de suas botas em minha cara. Já me levantaria para correr em direção de uma das janelas e me contenho com a apresentação de Isabelle.

Abaixo-me e pego novamente o cigarro que, ainda aceso, pode voltar a ser fumado.
Penso: Desertores? Stálin está enfraquecendo ou aprontando?

Ao ouvir os juramentos, me levanto, dou um trago no cigarro e digo (francês):
De Gaulle foi e continua sendo meu comandante. Esses nazis ouvirão a Marselhesa ainda mais uma vez, enquanto imploram por nosso perdão. E nós o negaremos. Negaremos àqueles que os ajudam nessa nossa humilhação. Pagaremos sangue com sangue. É isso que lhes prometo, até minha morte meu nome será Henry.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Vercenorax em Seg 13 Fev 2017, 23:34

Adentro o recinto e enquanto os franceses falam, ouvindo-os eu penso:
[Que esta empreitada valha à pena! Eu não saí da Terra Mãe, para vir ajudar esse povo com seus problemas pra já me deparar com algo infrutífero. Sair do esconderijo e vir até tão próximo no porto, armado e com nazistas nos vigiando feito a vagabundos, é passar por teste de paciência demais. Teria metido fogo goela abaixo neles antes que pudessem piscar!]

Quando Pierrot comenta sobre nomes falsos, eu digo em russo aos que estão comigo:
Vocês tratem de escolher algum nome que preste, eu serei Nicolai. Vejamos até onde eles vão com isso tudo.

Levanto a mão e digo em inglês:
Eu serrrei Nicolai! Que o inimigos trrremam quando nos virrrem!

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por arabedoido em Ter 14 Fev 2017, 02:12

Depois que é dada a ordem de nos apresentarmos, escuto quem já se apresentou e então, digo em inglês sem me preocupar em esconder o sotaque, eles perceberiam de qualquer forma:

- Hans Von Wendlinger , comando da Legião Estrangeira Especialista em ataques furtivos e infiltração além das linhas inimigas. Devem ter notado que sou alemão. Com essa vantagem, posso entrar na Alemanha e me misturar com a população sem despertar suspeitas.

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Ter 14 Fev 2017, 14:12

Vieirinha e Sabão
As respostas dos demais praças foram mais formais, dentro dos padrões do exército. São todos praças experientes nas diversas atividades militares. Quando Vieirinha responde, Capitão Mourão Filho abre um sorriso perverso, dizendo:

- Eu gostei do seu tipo, filho. O Estado Novo precisa de gente como você. Basta apontar o alvo, não é? Excelente. - O Capitão se ajeita na cadeira e acende um cigarro antes de continuar - Vocês todos deviam aprender com esse recruta aí. É um dos melhores atiradores que nós temos. Um soldado não é feito da arma que carrega, não, é feito da coragem e da frieza.

Aos ouvidos de alguns, essa última frase soou como uma desculpa para o péssimo arsenal que o exército dispunha, claramente defasado e sofrendo de falta de manutenção. Ele continua:

- Os Estados Unidos do Brasil faria bom uso das habilidades de vocês todos... - ele percorre com os olhos lentamente cada um de vocês - Sargento Francisco! - o chamado do Capitão Mourão Filho foi súbito - Ou devo chama-lo de Sabão? É assim que seus colegas o chamam, não é? "Uma parábola perfeita sobre o Pão de Açúcar". Sim, eu sei quem você é. Por que não respondeu a minha pergunta?

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por Hugar em Ter 14 Fev 2017, 14:40

Robert, Cristhian e Hans
A cada que vez que algum de vocês se apresentava, General de Gaulle abria um dos envelopes pardos e retirava um documento. Tratava-se obviamente de um dossiê de cada um de vocês. Robert percebe que todos ali são praças e que ele possui a maior patente, excetuando de Gaulle e Passy. Aparentemente, há especialistas em comunicações,
inteligência e engenharia. A maioria deles está nervosa demais com a situação, e você não tem certeza se todos aguentariam o risco que foi prometido.

A Legião Estrangeira conta com um grego, um belga e um alemão. Este último, ao se apresentar, tornou o ar do recinto denso, desejoso de que a sala tivesse janelas. O General tinha um dossiê dele também.

- Robert Locksley - de Gaulle folheia o dossiê - Seu histórico de tiros é impressionante. Nunca enfrentou os alemães. - Ele busca outro dossiê - Cristhian Theofilákis. Legionário. Especialista em radiocomunicações e criptografia. Emboscado em Dunkirk. - Novamente, ele revira mais papéis - Hans Von Wendlinger. Legionário. Tem nome de inimigo. Sua divisão foi quase exterminada na Batalha da França.

O General não perde muito tempo em apresentar as demais pessoas. Ele ordena ao Coronel Passy que prepare o retroprojetor e as transparências. Charles de Gaulle se mostra claramente um homem pragmático e de nenhum humor. Ele fala a todos vocês:

- Senhores, eu os reuni aqui por suas capacidades excepcionais. Previamente a este encontro, os senhores foram alertados quanto ao risco que correriam se aceitassem comparecer. O inimigo ocupa agora a França, e em pouco tempo invadirá as praias da Grã-Bretanha. Não permitirei que o Império caia vítima das mesmas falhas que levaram a queda da França. Foi com este objetivo que eu iniciei a Operação Caranguejo, da qual os senhores farão parte da segunda fase.

Coronel Passy apaga as luzes e acende o retroprojetor...

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Re: Prólogo: Contexto Histórico

Mensagem por †_Junior_† em Ter 14 Fev 2017, 15:22

Olho pro alemão, com a certeza que ele seria uma das principais peças para a arquitetura daquele plano. Caso perceba outros se sentando para a apresentação da "Operação Carangueijo", tomo algum lugar nas cadeiras do recinto e fico atento a apresentação de slides. Caso contrário permaneço em pé.


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Re: Prólogo Vieirinha e Sabão...

Mensagem por Vieirinha em Ter 14 Fev 2017, 15:31

"SABÃO"?! Que raios de apelido é esse? O que uma pessoa deve fazer para merecer a alcunha de "SABÃO"????

E outra... O que será que esse aí fez para merecer essa atenção tão especial do capitão?

Ou é um gênio ou malandro "do barulho".

Vamos ver no que vai dar esse papo furado, vou ficar de olho nesse sujeito aí...
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