Prólogo

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Prólogo

Mensagem por Hugar em Sex 06 Dez 2013, 01:46

Thalles, Joaquina, Terry, Anya, Bonnie e Lezard:
Os mais religiosos acreditavam que os deuses haviam lhes imposto uma prova da sua devoção. Os menos religiosos acreditavam que os deuses haviam lhes abandonado.

Após a fuga e abandono de Oberyn, não demorou a que percebessem que haviam se perdido na floresta. Na primeira parada, consumiram vorazmente tudo o que lhes restava de alimento. Não dormiam havia tempo demais, e a maioria estava gravemente ferida. Ainda assim, mantiveram a marcha forçada até que o céu se iluminasse com as luzes de um novo dia.

O simples temor de que os terríveis cavaleiros os alcançassem era suficiente para motivar a caminhada.

Deixaram a floresta para trás e se viram diante de um acidentado planalto coberto de gramíneas e arbustos esparsos. Às nove horas da manhã fizeram nova parada e avistaram o primeiro dos rebanhos selvagens de veados. Estavam exaustos demais mesmo para caçar e continuaram famintos. Foi mais tarde, quando encontraram um penhasco por onde corria um rio, que Andraviel supôs que se tratava do rio Teldonar, que irriga a planície de Donatar.

O sol caminhou pela abóbada do céu por toda sua extensão e tocou a linha máxima do horizonte. Vocês conseguiram. Avistaram os portões de bronze dourado da cidade capital de Donatar. Na estrada que dividia os campos trabalhados dos pastos repletos de ovelhas, Andraviel fincou sua lança, o estandarte do Rei de Ludgrim.

E vocês caíram, vencidos pelo cansaço.

Do alto das torres da cortina de muralhas azuis, as sentinelas avistaram a bandeira flamulante. Uma dúzia de cavaleiros deixou a cidade à máxima velocidade na sua direção e tão logo o primeiro se aproximou, ele saltou da montaria e se ajoelhou a Andraviel, que jazia no solo como vocês.

- Andraviel! Capitão! O que houve? Onde está o restante da comitiva? Onde está o resto dos homens? Senhor!

- Mortos - Andraviel respondeu num fio de voz- Eles estão todos mortos agora. Pelas graças dos deuses, vocês nos salvaram...

Os outros cavaleiros desmontaram e foram conferir seus corpos.

- Eles estão feridos, alguns gravemente. Levem-nos todos para a catedral de Selimon! Convoquem os sacerdotes! Façam o rei saber que eles chegaram!

Os guardas da cidade carregaram seus corpos no lombo dos cavalos e a maioria de vocês perdeu a consciência - agora tranquilos - ao cruzar os portões da cidade. Até dois dias atrás divagavam e imaginavam como seriam esses portões. Sonhavam cruzando as ruas aplaudidos e idolatrados pela população meio-elfa. Agora eram observados com olhares curiosos e preocupados pelas senhoras nessas mesmas ruas. Então eram esses os aventureiros, heróis que salvaram o sul do reino de um ataque de selvagens? Não deveriam estar mais... vivos? O que teria acontecido a eles?

Não tiveram tempo de apreciar mais nada ao redor. Na catedral de Selimon, foram acolhidos prontamente por dúzias de sacerdotes, médicos que os examinavam e curavam suas feridas. E naquele local sagrado vocês adormeceram imediatamente.

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Re: Prólogo

Mensagem por Hugar em Seg 09 Dez 2013, 22:16

Oberyn:
Após você se entregar, seus braços são amarrados fortemente com corda, e seus pés são amarrados à sela de Alamut - qualquer tentativa de saltar do animal e fugir seria frustrada, você seria arrastado até a morte. Seus olhos são vendados e um saco é colocado em sua cabeça. Eles o desarmam por completo e amarram Alamut a um dos próprios cavalos para guiar sua zebra e a cavalgada começa.

Você percebe, contudo, que eles não proferiram nenhuma palavra em sua presença, nem xingamentos. Apesar de tudo, você não foi mal tratado ou agredido. Em momento algum conseguiu perceber o rosto por baixo dos capuzes ou cores ou bandeiras que os identificassem. A viagem durou tanto tempo e foi tão monótona que você, apesar de nervoso e preocupado com o que acontecia, adormeceu. Havia bastante tempo que você não dormia.

Quando acordou, sentiu o calor úmido e extenuante de Ludgrim, detestável. Ainda estava vendado e amarrado e a fome batia, porém a cavalgada havia acabado. Você foi desamarrado e colocado no chão por pelo menos dois homens. Percebeu que Alamut estava assustada. Então eles finalmente retiram o saco de sua cabeça e a venda dos seus olhos.

Você está sentado em um toco de árvore a frente de outro homem, também sentado similarmente e comendo uma coxa de galinha. Estão em uma floresta e é ainda cedo. O local parece um acampamento improvisado, com algumas cabanas do redor de você um pouco distantes. Há cerca de 30 homens, mais da metade armada com arcos e vigiando os arredores. Estão bem equipados e há muitos cavalos enormes também. O homem a sua frente parece ter por volta de 40 anos, é muito forte e veste uma cota de malha por baixo de uma túnica grossa sem cores.. Ele tem uma cicatriz atravessando o olho esquerdo apesar de não parecer cego. Os cabelos são negros e curtos e possui barba cerrada.

O sujeito a sua frente vira um odre de água garganta abaixo e te examina profundamente. Principalmente o brasão na sua roupa.

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Re: Prólogo

Mensagem por Hugar em Ter 10 Dez 2013, 01:12

Nierom:
A guilda fora convocada mais uma vez. Nos salões escuros e secretos, os assassinos afiliados se reuniram na grande mesa. A reunião não pedia bebida, pedia atenção e pensamento rápido. O mestre da guilda, sem a formalidade de anunciar sua presença, colocou logo um contrato no centro da mesa e um punhal. Em silêncio, todos compreenderam o código secreto dentro da guilda: alguém requeria um assassinato. Mas não era um serviço qualquer.

Irmãos de crime requeriam um assassino exótico. O alvo conhecia bem as rotinas e procedimentos padrões adotados pelos assassinos, portanto era preciso alguém diferente. Alguém que o alvo não pudesse prever. O serviço exigia também um longo prazo de dedicação integral ao contratante. O alvo estava sendo perseguido há muito tempo e parecia ser muito hábil em fugas e escapatórias. Isso exigia deixar a cidade e até mesmo o reino. Para um serviço tão vasto, um pagamento a altura: 20 moedas de ouro, descontados os custos da viagem.

Poucos ao redor da mesa manifestaram interesse em tomar o punhal e o contrato para si. Era arriscado e perigoso demais, mesmo para os padrões da guilda. Até que o mestre apontou para você... e você aceitou.

Por semanas acompanhou o contratante nas perseguições ao alvo. Mas parecia que ele estava sempre um passo a frente e você nunca teve a oportunidade de estar na mesma cidade que ele. Até que seu contratante ouviu que certa pessoa de mesmo nome estaria presente na capital do reino de Ludgrim e você foi enviado para lá antecipadamente para averiguar.

Em poucos dias seu contratante chegará a Donatar. Seu dever é encontrar o alvo até lá. Não existem reforços e não terá apoio da sua guilda. Você está sozinho nessa.

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Re: Prólogo

Mensagem por Hugar em Ter 10 Dez 2013, 14:12

Abadrel:
Na última noite no Coice-de-Mula você quase perdeu a ponta dos dedos ao se arriscar com uma faca por alguns cobres - perdeu de fato foi a chance de faturar alguns cobres. Cobres?! Mas a que ponto chegamos! Quanta miséria! Vida maldita de poucas oportunidades de furtos fáceis e valiosos! Após os últimos bêbados serem expulsos por Earl e sua mulher começar a limpar o salão da taverna, Earl comenta com você:

- Ouvi essa noite aqui de alguém que em breve deve chegar uma comitiva real trazendo heróis do sul distante do país, um bando de estrangeiros que salvou uma vila do ataque de orcs selvagens - Earl até se arrepia ao dizer isto - Veja só, o próprio rei irá recebê-los no castelo!

Mundo ingrato esse, e bando de loucos suicidas é o que eles são - você pensa.

- Também ouvi que o rei está organizando uma competição de menestréis e jograis. Os melhores serão convidados a se apresentar na corte unicamente para agradar aos forasteiros que estão vindo.

Por vários instantes e momentos você nem ligou, apenas amaldiçoou a vida na inércia e no hábito. Até que sua mente genial fez uma súbita conexão de ideias tão abrupta que você caiu deu um mortal de costas da cadeira em que estava reclinado.

É isto! Você vai ganhar essa competição e roubar na corte! Imagine o tamanho das algibeiras daquele povo esnobe! Devem ser algibeiras de aço para aguentar o peso de tantas moedas! Nada mais de cobres, estamos falando de toneladas de ouro em uma só noite! Eles devem carregar tanto ouro que nem cabe na cintura, devem entrar no salão puxando carroças, isso sim! Por Cambu! Você precisa alugar um boi forte de tanto lucro que vai obter nessa noite! Pensou em toneladas? Pensou errado! Eles devem até vestir, comer e cagar ouro! Devem entrar no castelo debaixo de uma chuva de moedas douradas! Você vai precisar de dois bois para puxar uma carroça das grandes de tanto ouro que vai roubar naquela corte!

Mas primeiro... é preciso ganhar a competição dos menestréis! A todo custo!

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Re: Prólogo

Mensagem por Hugar em Ter 10 Dez 2013, 15:16

Thartalion:
A sorte bateu em sua vida como uma brisa que vem do mar. De tanto procurar formas de obter seu título de nobreza, um emissário o procurou para propôr-lhe um serviço ao qual poucos homens se dispunham. Era preciso dedicação em tempo integral e lealdade absoluta. Seria preciso deixar tudo para trás por muito tempo, inclusive seu país.

Roderick Karp, arauto do Duque Dragomir de Lutrúcia, será enviado a corte do rei de Ludgrim na cidade de Donatar. Segundo o próprio, o Duque detém muito respeito e admiração de seu suserano e deseja que ele envie emissários ao reino não-fronteiriço. Para tanto, o arauto precisa de guarda-costas fiéis, treinados, experientes e que estejam dispostos 24 horas por dia por um período muito longo de tempo - provavelmente os vários meses que Roderick ficará na capital de Ludgrim.

E você detém tudo isso.

Após pensar muito, você aceita o serviço. O pagamento será volumoso e pago em uma única parcela quando retornarem a Verrogar e você for dispensado. Quem sabe você não tenha a oportunidade de expressar sua vontade diretamente ao arauto ou ao próprio duque e receba de uma vez o título de nobreza?

Logo no primeiro dia da (longa) viagem, o arauto te dá um presente que te acende a chama nacionalista: um tabardo com a heráldica do reino de Verrogar. Quem quer que o visse agora saberia que você lutava e representava seu país! Pelas semanas que se sucederam, você conheceu terras que jamais imaginara existirem, ouviu línguas incompreensíveis, avistou aves e peixes exóticos, e povos vestidos com roupas completamente distintas das que você conhecia. O povo de Ludgrim tinha um jeito próprio de viver muito distinto do verrogari.

Você também conheceu melhor o arauto Roderick Karp, um homem de 30 e tantos anos muito erudito, de vastos conhecimentos nas mais diversas áreas, de fala motivadora e poderosa. Também os acompanharam outros guarda-costas, alguns servos (Roderick paga um maranense apenas para decidir o que ele deve vestir) e um pagem de honra. Mas certamente, foi por você que ele mais se interessou e conversou.

Você chega a Donatar, uma cidade esplendida. A viagem terminou, mas aventura está apenas começando.

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Re: Prólogo

Mensagem por Hugar em Qua 11 Dez 2013, 20:04

Bael
A corte do Portentã estava quase ardendo em chamas - literalmente - tantos eram os problemas internos. Os líderes bárbaros berravam incendiados internamente pelo álcool. Revoltas! Exércitos nas fronteiras! Magos! Minha espada mágica!

Entre tantos urros, um chama a atenção do Portentã: as notícias de que bestas selvagens do sul haviam atacado uma vila em Ludgrim. Assalto, cerco, falha nas muralhas? Seriam os mestiços incapazes de manter uma maldita parede de pedra de pé? Se de fato orcs e outras criaturas terríveis conseguiram atravessar a Muralha de Goguistá em território de Ludgrim, nada os impede de marchar ao leste e atacar Eredra! As tropas de Brual devem ser mobilizadas!

Mas antes que qualquer atitude severa seja tomada, é preciso comprovar a veracidade das informações. Uma comitiva será formada e enviada a Donatar, e você foi colocada nela. Se de fato os selvagens romperam as muralhas, a segunda parte da missão é investigar onde e como ocorreu a brecha e determinar o tamanho da ofensiva inimiga.

O máximo de conhecimento deve ser coletado e retornado ao Portentã para que medidas sejam tomadas. Proteger a muralha contra os selvagens do sul é dever misto de Eredra e Ludgrim, e se um falhar, todo o mundo pode sofrer com os ataques dos monstros.

Sua comitiva é formada por alguns guarda-costas volins, damas e pagens de honra, servos eredris e um arauto eredri de Emiriano. Você foi colocado entre os convidados de honra como músico e auxiliar direto do arauto Arthur Viestou.

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