Sylvana Eledrin

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Sylvana Eledrin

Mensagem por †_Junior_† em Sab 23 Dez 2017, 22:45


“Será que ele aguenta mais 10 minutos? Isso está realmente entediante...”

Esse fora o pensamento de Sylvana, enquanto proporcionava prazer ao belo cavaleiro Roran, sub-chefe de uma das divisões militares da cidade de Agrimir. O homem parecia prestes a explodir de prazer, fazendo muito barulho e suando. Mais alguns poucos movimentos e o homem desabou exausto nos favos de feno da estalagem. Sylvana se levantou e arrumou os cabelos rapidamente escondendo as orelhas levemente pontudas, enquanto o homem a olhava estupefato e sorridente, quase feito uma criança ao descobrir um novo brinquedo de madeira élfica.

“Você é incrível... como nunca a descobri antes?” – falou o homem ofegante e pausadamente.

Sylvana sorriu despretensiosamente para o cavaleiro e falou encantadoramente:
“Escolho com cuidado meus homens. Meus dons não são para qualquer um. E, ainda mais, admiro um homem que saiba manusear AMBAS as lanças que usa”

Sylvana sabia o que dizer no momento certo para os homens que seduzia, de maneira carinhosa e encantadora. Eles eram fáceis de manipular e ter controle e com isso ela conseguia regalias especiais. Transitar sem ser incomodada, ser convidada para eventos e outras necessidades. Roran era um cavaleiro bem relacionado em Agrimir e precisava disso para informações e qualquer necessidade extra que surgisse. Tê-lo como amante era útil em diversas formas. Assim como vários outros homens foram nas cidades que ela viajava pelas regiões de Tagmar.

Enquanto deixava o homem deitado naquele feno, levantou e pegou seu cantil com água para saciar um pouco de sua sede, quando derrubou levemente um pouco de água em seu seio esquerdo, manchando a base de maquiagem que aplicava cuidadosamente naquele lugar minúsculo, revelando subitamente a marca demoníaca violeta. Sylvana rapidamente cobriu aquilo com seu vestido e começou a se vestir de maneira apressada.

“Não, fique mais um pouco e de preferência sem roupa. Não tenha pressa” -  o cavaleiro falou ao ver a encantadora mulher se vestir.

“Tenho alguns assuntos a resolver, meu nobre cavaleiro. Manteremos contato”

Sylvana terminou de se vestir e saiu dos fundos escondidos da estalagem. Caminhou apressadamente pelas ruas da cidade, desviando-se das pessoas e cumprimentado educadamente outras, até chegar na estalagem onde dormia, subindo apressadamente para seu quarto. Sentou na cama e expirou ofegante. A visão súbita da marca ainda a incomodava. As lembranças do passado começavam a invadir sua mente...

(...)

Sylvana já tinha 5 anos de idade, quando sua mãe descobriu sua aptidão natural para a música, praticamente uma aptidão mágica. Já conseguia tocar de maneira incrível a flauta de madeira que ganhara de único presente do seu pai élfico. Sua mãe, uma humana cigana, havia conhecido seu pai em uma de suas viagens pelo reino de Ludgrim, com seu grupo cigano. Sedutora e misteriosa para uma humana comum conquistou o elfo e realizou a fantasia de dormir com um daquela raça, onde recebera de presente a flauta élfica do elfo. Não demorou muito para perceber que estava grávida de uma mestiça e pouco tempo depois, havia dado luz a uma garota meio-elfa. Outros ciganos com aptidões místicas revelaram para a mãe de Sylvana que a criança carregava grande poderio mágico, que provavelmente se desabrocharia quando atingisse uma idade mais elevada.
Sylvana era uma criança ativa e curiosa, com grande interesse por histórias e contos dos mais velhos, aprendendo tudo que sua mente afiada conseguia captar. Viajou durante muito tempo com os ciganos e a mãe pelos reinos de Tagmar, conhecendo várias culturas e costumes dos povos, possuindo grande aptidão para se relacionar com os outros e entender suas necessidades.

(...)

“Filha, você possuí a beleza de um elfo e as capacidades mágicas de um, mas não se esqueça que sua bondade de coração é totalmente humana...”

Aquela fora a última frase que a mãe de Sylvana falou, em meio a tossidas de sangue e uma respiração ofegante e ruidosa. Durante uma das viagens, a mulher adoeceu de alguma doença misteriosa e de difícil cura, tendo ido ao encontro com Cruine poucos dias após. Sylvana ficara muito ressentida que nem as capacidades curativas do sacerdote do grupo cigano fora capaz de impedir a morte de sua mãe.

“Entenda Sylvana, em certo momento, os deuses nos chamam para a morada final e não há nada que possamos fazer para impedir isso. Não fique tão triste, sua mãe viveu o que havia para viver na terra e agora descansa.” – falou o sacerdote Aurelion para a jovem Sylvana.

Aquilo ficara gravada na mente da jovem. Talvez os deuses, na realidade, virassem as costas para seus fiéis em certos momentos da vida...

(...)
Sylvana já possuía 25 anos quando conheceu o ardiloso Carl na cidade de Litória, um homem de mente sagaz e palavras rápidas. Carl pertencia a um grupo de aventureiros que haviam se reunidos a mando do visconde de Litória para investigar ruínas abandonadas de uma construção antiga nas montanhas próximas a cidade de Fontenova, boato oriundo do mago Tusto Malfi, que conhecia o visconde e pedia um grupo de viajantes valorosos para investigar. Tendo sido informada dessa contenda, Sylvana se apresentou pessoalmente ao Visconde, que vendo sua determinação e curiosidade, resolveu integrá-la ao grupo viajante, que já contava com outros aventureiros capazes. Aventureiros estes que não retornariam dessa viagem...

(...)

“Confie em mim Sylvana, vamos sair vivos daqui...”

A voz de Carl ecoava na mente de Sylvana, enquanto estava deitada na sua cama na estalagem de Agrimir. O homem não havia mentido, apesar de tudo. Sylvana e Carl foram os únicos sobreviventes daquela empreitada, mas não sem haver a perda de todos os outros do grupo. As ruínas que encontraram se revelaram um antigo templo de culto a uma entidade demoníaca do passado. Convencidos a investigar mais fundo, o grupo adentrou a construção até atingir em um ponto subterrâneo mais fundo, uma câmara que parecia de adoração. Nesse momento, saídos meio que do solo e das paredes, criaturas morto-vivas e infernais começaram a invadir a sala, atacando o grupo de maneira sanguinária. Pareciam determinadas a algum tipo de objetivo macabro.
Após vários minutos de combate desesperador, restaram vivos Carl, Sylvana e Grant, um habilidoso guerreiro, onde se reuniram próximo a um altar com inscrições diabólicas e desconhecidas. A saída da câmara havia ficado lacrada quando os demônios apareceram, selando possivelmente o destino do grupo para sempre. Sylvana tremia as mãos enquanto olhava para os corpos mortos dos antigos companheiros e de todas aquelas criaturas destroçadas. Nunca havia presenciado algo similar e estaria entre os mortos se Grant não houvesse desviado um golpe de lâmina que teria acabado com a vida de Sylvana. Grant parecia tão estupefato quanto os outros dois, pois apenas respirava e fazia silêncio, com sua montante apoiada no chão duro de pedra negra. Carl parecia ler algo na pedra do altar, mas Sylvana não prestava muita atenção. Perguntava-se por que os deuses permitiram aquilo. Havia um homem santo no grupo que perecera diante as criaturas diabólicas e fora o principal responsável pela sobrevivência dos três que ali restaram. De repente, uma voz sussurra e remove Sylvana de seus devaneios.

“Confie em mim Sylvana, vamos sair vivos daqui...”

Carl falou inesperadamente próximo de Sylvana, que virou a cabeça apenas a tempo de ver o homem esfaquear covardemente Grant, que soltou um grito de surpresa e dor, largando completamente a montante no chão.

“O que você está fazendo?!” – a voz de Sylvana saiu estridente e fraca, como se a surpresa tivesse removido sua capacidade de fala normal.

Carl ignorou o grito de Sylvana e começou a falar em algum tipo de idioma desconhecido, numa espécie de invocação. Sylvana ficara aturdida diante a situação que nada fez, apenas olhou o corpo de Grant desabando no chão. Carl continuava seu cântico assustador, fazendo as paredes do lugar tremer e a poeira cair do teto. Sylvana notou quando o sangue de Grant começou a brilhar em um tom violeta e borbulhar. Nesse instante, um grande silvo agudo preencheu o ambiente e dos restos mortais de Grant, um corpo feminino se ergueu, belo com curvas acentuadas e sensuais, seios fartos, cabelos ruivo feito o fogo e pele branca como mármore. Olhos cintilantes violetas encaravam Carl e Sylvana. A voz da mulher era assustadoramente bela:

“Agradeço por me libertarem, mortais” – Carl e Sylvana apenas observavam a mulher falar paralisados, incapazes de tomar qualquer ação.

“Ora, a maldade já habitava em você, meu servo. Excelente” – A mulher se aproximava de Carl e beijou sua boca de maneira ávida. Quando terminou, uma pequena marca cintilante ficara marcada na língua do homem estupefato. “Isso é um pequeno presente. Aprenderá com o tempo como usá-lo.”

Neste momento a atenção daquele ser magnifico, belo e perigoso voltou-se para Sylvana. Sua voz saiu em um deleite único ao falar:
“Veja só como você está assustada” – A mulher andava ao redor do corpo de Sylvana, quase como uma cobra ao redor de sua presa. “Adoro pessoas de coração podre, mas nada me dar mais prazer que ver um coração bom sendo lentamente corrompido...”.

A mulher agilmente fez um rasgo na roupa de Sylvana, expondo seu seio esquerdo de maneira sutil. Abaixou-se lentamente, diante uma Sylvana perplexa demais para se mover, e começou a lamber a auréola do seio, de maneira sensual e delicada. Sylvana sentiu uma energia invadir seu corpo durante esse toque e um prazer que excedia qualquer experiência anterior que já havia tido. Quando a mulher parou, havia uma pequena marca violeta em seu seio, que brilhava de maneira mística.

“Sabe o mais gostoso, criança? Você possui uma escolha. Mas eu sei que no fim, você escolherá a mim.”

“Agora vocês podem partir. Acredito que será muito GOSTOSO de observar o que você, Carl, fará com esse dom que lhe concedi, digno de seu coração maligno. E você, minha querida Sylvana, quero que retorne a mim quando tiver feito sua escolha. Sei que a mim que recorrerá e estarei lhe aguardando. Tenho planos para você.”

Após aquelas palavras, tudo ao redor parecia desaparecer lentamente. Quando deu por si, Sylvana havia acordado em uma cama de estalagem na cidade de Sula, próximo ao lago Denégrio. Não havia sinal de Carl em lugar nenhum e nem da mulher misteriosa. Os acontecimentos das ruínas pareciam lembranças distantes e dolorosas...

(...)

Passaram-se cinco anos desde aqueles eventos. Sylvana foi percebendo aos poucos que sentia um prazer crescente ao enganar homens, seduzi-los e utiliza-los para seus propósitos. Algum ouro, reconhecimento entre outros. Percebia que a mulher demoníaca tinha certa razão, ficava cada vez mais corrompida com prazeres carnais. Um pouco de peso na moral e consciência de Sylvana também eram presentes, uma espécie de luta interior.
Mas havia um desejo obstinado em Sylvana: encontrar Carl. Ele certamente era o culpado por esses eventos, por esse infortúnio diabólico. Porém, não havia sinal do homem em lugar algum, nesses cinco anos de procura. Entretanto, sabia que o mesmo havia vindo de regiões do sul de Ludgrim e por tal razão, partiu até o reino de Ludgrim, chegando à cidade de Agrimir, na expectativa de descobrir algo daquele homem que conduzira todos aqueles eventos ou quem sabe descobrir uma maneira de remover aquela maldição de seu corpo. Tudo dependeria da consciência de Sylvana que buscaria por redenção ou seria totalmente corrompida...

Caracterizações: Tolerância (1) [Reino de Ludgrim]: Durante suas viagens com o povo cigano, Sylvana aprendeu muito a enxergar as pessoas além de suas raças.
Sempre Alerta (1) [Reino de Ludgrim]: Por sempre viajar muito, Sylvana sempre foi atenta com seus arredores.
Beleza (3): Sylvana é incrivelmente bela até mesmo para os padrões élficos e humanos, mesmo sendo uma mestiça dessas raças.
Aspecto Inofensivo (1): Sylvana utiliza-se de sua beleza e fala encantadora para se passar de inofensiva para as pessoas, principalmente homens desavisados.
Herança Mínima (1): Conseguiu um pouco de dinheiro em suas viagens, tendo também gasto muito do mesmo. Atualmente, possui uma pequena quantia para se manter de maneira segura.
[Maldição] Mentirosa (-1), Gananciosa (-1) e Galanteadora (-2): Sylvana tem descoberto o gosto pela mentira, pelo ouro e pela sedução compulsivamente em suas viagens desde os eventos da ruína, corrompendo-se aos poucos.
É, eu sei que eu demorei MUITO para escrever a história, mas espero ainda poder participar xD   Espero que gostem da Barda Sylvana.

_________________
INFORMAÇÕES:
EH:9        ABSORÇÃO:12      EF:14       KARMA:8

EQUIPAMENTOS: Punhais, Roupa Tingida, Flauta de Madeira, Calçado e Luvas, Capa, Cachecol, Par de Botas, Cinto, Mochila de Couro e Cantil.

EXPERIÊNCIA: 0xp


FICHA DO PERSONAGEM:


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†_Junior_†

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Ficha do personagem
Nome: Cristhian Theofilakis
Posto: Primeiro Sargento
Status: 2 Lesões / 4 Ferimentos

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Re: Sylvana Eledrin

Mensagem por Samyaza em Dom 24 Dez 2017, 20:18

Objetivo: deseja encontrar Carl

Informações:
- "atende" frequentemente Roran, sub-chefe da guarda de Agrimir
- escolhe os amantes a dedo
- tem tatuagem demoníaca no seio
- mãe morreu de doença misteriosa
- conheceu Carl em Litória
- conheceu Fontenova
- explorou um templo demonista
- para fugir do templo invocou uma demônio junto com Carl, que fora marcado pela criatura
- ganhou uma marca no seio esquerdo da demônio
- conheceu a cidade de Sula
- não tem preconceitos raciais
- é alerta
- muito bela
- não aparenta ser ameaça
- possui algum dinheiro guardado
- gosta tanto de mentir e seduzir quanto gosta de ouro
- conheceu Ilis
- descobriu paradeiro de Carl

Locais visitados:
Beladona, casa de prazeres

Locais conhecidos:
• Madame Luiene, cafetina
• Mariel, menestrel
• Sir Roram, cavaleiro
• Ilis, "nobre" misterioso

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