Cena 2: O Dia das Cinzas

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Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Hugar em Qui 24 Ago 2017, 22:01

Robert e Cristhian
Fasbarch morreu.

Norman deve tê-lo carregado morto por quase 1 km. Foi Cristhian quem primeiro percebeu a perda de coloração da pele e alertou o grupo. O piloto não sobreviveu aos ferimentos. A morfina poupou-lhe das dores nos últimos momentos.

É a primeira hora da manhã. Vocês estão há cerca de 4 km do porto de Honfleur, sentados sobre o barranco de um estreito canal. A vegetação rasteira é alta, de forma que se sentem seguros e ocultos na pequena depressão. Não há muito bosque a frente, e logo não haverá nada além de terreno aberto e fazendas até o porto. A água do canal é clara o bastante, apesar do raso leito de barro, e também um pouco salobra, mas deve ser mais limpa que a água do Sena aonde o canal desemboca uns 500 metros em linha quase reta ao norte.

O corpo de Fasbarch está deitado na parte mais baixa do canal há apenas um palmo da água, oculto pela vegetação. Norman está abatido. Ele já sugeriu duas vezes que devessem cobri-lo de terra ou pedras. Robert avistou um trem se movendo para o sul há uns 2 km de onde estão, então não se surpreenderia se acharem uma estação ou estrada de ferro próxima.

Vocês começam a sentir o cansaço da missão, e muitas dúvidas infernizam a cabeça. Talvez fosse hora de acender um fogo para esquentar nas primeiras horas da manhã e conseguir pelo menos uma refeição quente. Já não está escuro, uma fogueira não chamará tanta atenção. Por outro lado, estão em território hostil, o inimigo pode estar em qualquer lugar. Além disso, se aproximar de Honfleur fica cada vez mais arriscado. Sem árvores adiante, terão que avançar em terreno aberto e em plena luz do dia, os uniformes e as armas os entregarão fácil. Ainda é necessário verificar onde estão os partisans e o que aconteceu com o navio de bandeira falsa no porto.

Se ao menos os mapas estivessem em bom estado. Todo o terreno aqui é plano, fica difícil identificar pontos de interesse e definir rotas inteligentes. Nesta parada mais recente, Cristhian conseguiu recuperar alguns pedaços dos mapas e Robert rabiscou o que conseguia se lembrar dos detalhes da missão. Ainda é necessário desmontar as armas para garantir que irão funcionar quando requisitadas.


Daniel e Boris
Vocês já percorreram metade da distância até o porto de Honfleur, mas não tem certeza alguma de onde estão. Vocês passaram as últimas duas horas ou quase andando no meio do mato, debaixo das copas das árvores, atravessando charcos, subindo e descendo morros e quando encontravam uma casa, estava desabitada e saqueada. Não tem sido a mais feliz das manhãs, e Isabelle comenta que a essa hora, nos planos dele, já estariam de volta a Le Havre.

Vendo o lado positivo da coisa, o grupo não encontrou nenhuma patrulha ou tropa nazista até agora, o que pode significar que conseguiram escapar da emboscada definitivamente. Boris vê os homens carregando suas armas de forma imprudente e cansada, mas nem mesmo os soviéticos veteranos tinham muita disposição para marchar. E vigiar um grupo grande e sem treinamento era difícil demais para um homem só. Até onde sabia, nada impedia de estarem sendo seguidos desde a estrada.

Daniel estava no pior dos humores. Queria comida, queria descanso, queria cigarros e queria uma mulher. A marcha só serviu para que o francês remoesse os eventos e se questionasse porque tinha entrado naquilo tudo. Então ele se lembrava do proprietário do caminhão que pilotou e de como o homem preferiu ficar com a família em sua casa em Le Havre.

Vocês encontram uma estradinha cercada de árvores dos dois lados que desce o morro até a grande baixada onde fica Honfleur. Vocês seguem em fila, até que identificam uma construção de pedra no pé do morro. Parece ser uma igreja cercada por um muro alto de pedras, uns 100 metros a frente. Pode ser que haja um vilarejo ali. O dia já está claro, pode ser que vocês sejam avistados e, ainda que o lugar esteja livre de alemães, vocês podem ser confundidos por criminosos armados.

- Podemos tentar passar pelo lugar sem sermos vistos e continuar nosso caminho. Há bastante vegetação aqui, basta irmos de um obstáculo para o outro, cautelosamente. - Sugere Madame Lotta.

- Ou podemos enviar um batedor, desarmado, a frente, para conversar com a população. Talvez consigamos algum suporte dos nossos compatriotas e informações de como chegar a Honfleur.


A igreja São George de Fiquefleur avistada.


Sabão e Vieirinha
Vieirinha se orgulha das bombas improvisadas. Não é lá tão efetivo quanto uma granada, mas pode espalhar fogo por uma área grande e provocar até mesmo um incêndio. O soldado ouvira falar, ainda no Brasil, que a adição de alguns químicos poderia potencializar o efeito. Neste tempo, Sabão tentava decifrar o conteúdo dos documentos daquela missão. Não era uma tarefa fácil, pois os documentos eram muitos e a linguagem era complicada, e não se tratava de um manual de instruções.

Sabão descobriu memorandos trocados entre o Tenente Barca e o Capitão Mourão Filho, o Capitão e o Alto Comando do Exército, e - o mais assustador - documentos trocados com as Forças Armdas dos Estados Unidos da América e o Império Britânico.

Exército Brasileiro
Memo nº: 19390609-4104
Classificação: CONFIDENCIAL

Para: Capitão Mourão Filho (1ª RM)
De: Major-General Mascarenhas de Morais (2ª RM)
Assunto: Operação "Paiol à brasileira"
Data: 02/07/1940

1. Confirmo o recebimento da quantia de USD 14.450.000,00 (catorze milhões quatrocentos e cinquenta mil dólares americanos) na conta anteriormente informada em acordo com a proposta da Marinha de Guerra dos Estados Unidos (Anexo A);
2. O Ministro da Guerra, General Gaspar Dutra (1ª RM), autoriza a Operação "Paiol a brasileira" com início imediato e em regime SECRETO (Anexo B) sob sua chefia;
3. Favor responder a este memorando o mais rápido possível informando numeração do navio escolhido para transbordo da carga não declarada e registro das tropas para execução da operação.

Carta do General Gaspar Dutra ao Capitão Mourão Filho

Espero que tenha recebido esta carta juntamente ao memo. Consegui o que o senhor queria, capitão, agora consiga o que eu quero. Já me fiz suficiente claro ao Alto Comando do EB que não me agrada nada esta ideia de nos filiarmos aos Aliados, sequer de ter participação nesta guerra. Só Deus sabe o que se passa na cabeça do Getúlio. Agora, se os americanos querem nos pagar uma pequena fortuna para fazer contrabando e operações clandestinas, ninguém poderá dizer que eu apoiei.

A Inteligência sabe muito pouco do que se passa com os europeus e temos motivos para acreditar que o inverso também é verdade, e somente por isso estou autorizando essa maluquice. Entregue a carga, consiga os planos e traga todos de volta sem disparar um tiro que os americanos e ingleses vão inundar nossos cofres com ofertas cada vez melhores. Espero que o seu homem seja tão competente quanto nos disse.
Sabão e Vieirinha: eu vou postar aqui diversas cartas, memorandos e anotações, um pouco a cada post, de forma que vocês possam interpretar e discutir a medida que forem avançando na investigação (e também pra não inundar vocês de info). Estou considerando que o Sabão não está escondendo nada do Vieirinha e está mostrando pra ele as coisas na medida que vai descobrindo. Ok?

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Vieirinha em Sex 25 Ago 2017, 08:56

Vieirinha armazena as garrafas com cuidado na bolsa que adquiriu na fazenda, este era mais um item que faria parte de seu corpo quase que obrigatoriamente.
Agarrando o rifle se posiciona em um lugar próximo à janela que da para a estradinha logo À frente da igrejinha, ficando em posição de alerta, se apoia no rifle e fala ao sargento...

"Pfff... Que merda heim sargento? Nem um cigarrinho pra dar uma aliviada na tensão... E aí? Alguma novidade aí nos papéis?!"

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Maedhros em Sex 25 Ago 2017, 12:11

Quando Vieirinha indaga, passo as informações que interpretei e falo:

Parece que estamos sendo pau-mandado dos americanos, Vieira. Ao menos estão nos pagando pra isso. A minha única dúvida é se esse homem de confiança era o Tenente Barca... Acho que no final de tudo isso, o Capitão Mourão vai ficar com o filme queimado com o General Dutra. "Entregue a carga, consiga os planos e traga todos de volta sem disparar um tiro...". Fizemos praticamente tudo ao contrário. Mas até agora não achei nada referente a quem iríamos entregar isso e como os tedescos poderiam ter descoberto. Sei que a coisa está feia, mas nossa única salvação esta nesses papéis. Vamos ter que descobrir pra quem eram as armas, aonde está os possíveis planos de guerra e ainda vingar nossos conterrâneos. É isso ou voltar ao Brasil e ser fuzilado como desertor. - Dou uma coçada no peito e continuo - Ainda vou precisar de algum tempo com esses documentos. Quero que você fique de vigia a qualquer movimento. Talvez a torre da igreja te forneça melhor visão, mas se achar algum lugar que consiga um melhor ponto de vista, use-o.

Depois completo:

Acho que você tem algum cigarro consigo sim, soldado. Veja se não se perdeu dentro do bornal.

(off: vc tem cigarros, tulio kkkk vc escreveu isso lá no começo kkkk monta um inventário pra vc q facilita. tipo um docs do drive e coloca como assinatura. Já facilita bastante kkk)

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Vieirinha em Sex 25 Ago 2017, 13:54

Vieira ouve tudo o que o sargento fala e quando ele comenta sobre o homem de confiança ser o Barca o soldado solta uma longa gargalhada e continua ouvindo...

Então o sargento lembra que ele tinha colocado os cigarros dentro do bornal... Na hora ele faz aquela cara de espanto de quem se lembra de alguma coisa que acabara de fazer e esqueceu...

"Eita, verdade!" - Enfia a mão no bornal, afasta as garrafas e procura lá no fundo... um sorriso de alívio se vê no rosto do soldado que retira os cigarros do bornal, olhando pro sargento continua...

"Caraca sargento... Pelo visto o plano do Mourão deu tudo errado... O tal homem de confiança dele pisou na bola mesmo... De duas uma, ou deram muita bandeira, e isso nunca vamos saber pq estávamos fazendo nossa parte no interior do navio, ou tem algum amigo da onça na turminha do Mourão que bateu com a língua nos dentes... E isso também nunca vamos saber..."

Pega um cigarro e acende

"Ao que me parece os Alemães já estavam nos esperando... Tava tudo muito certinho la..."

Traga e solta uma baforada de fumaça com um semblante de satisfação sublime, em seguida volta para o assunto

"Uma coisa eu te garanto, antes que eu abotoe um paletó de madeira vou mandar um alemão pro inferno pra cada brasileiro que mataram naquele navio..."

Então o soldado faz uma continência informal e saindo completa

"Vou pra torre Sargento... qualquer coisa me grita..."

(Off: Caraca, eu tinha me esquecido, vou montar aqui um inventário, daí não dou mais estas ratas... Valeu pela dica XD)

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Blanchard em Sex 25 Ago 2017, 14:01

Quando Isabelli diz que deveríamos estar de volta pelo plano, digo:
Pelo visto nem nosso plano e nem o dos nazi funcionou perfeitamente, não é?

Após as indicações de Lotta, digo:
Precisamos comer. Nem me lembro minha última refeição. Preciso de álcool, porra.

Entrego minha arma para Isabelli e digo:
Caso eu encontre algum soldado ou tropa e eles me perseguirem, assobiarei. Ainda tem a pistola?

Olho a distância para o muro de pedra, olho ao redor e inicio uma corrida curta em direção à Igreja.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Samyaza em Sex 25 Ago 2017, 15:11

"Escovo" os dentes tomando um gole de bebida no meu cantil "privado" enquanto olho o mapa procurando localizar pontos de interesse e a melhor forma de chegar neles. Peço Christian:

Christian, vc sabe desmontar armas certo? Comece pelas armas maiores, uma de cada vez, para evitar de termos um monte de armas desmontadas que, em caso de problemas,
serão inúteis, faça a limpeza, remonte e só então comece com outra arma ok? Se afaste um pouco do canal, apenas o suficiente para evitar que alguma peça caia e se perca e cuidado com as molas, elas costumam escapulir, mas fique onde vc ainda seja visível.


Penso comigo mesmo: Meu rifle eu mesmo desmonto, preciso garantir que esteja funcionando bem e não sei se ele saberia mexer com a luneta.

Para Norman digo:
Vamos encher os cantis vazios com água do canal, concentre toda a água potável em cantis separados. Se houver ração suficiente vamos comer dela, se não for, cave um buraco e faça uma fogueira, cuidado com a terra úmida por causa do canal. Depois de comermos apresentarei meu plano para chegarmos a Honfleur, estamos bem perto e esse descanso vai nos permitir um fôlego maior. Cuidaremos de Fasbarch depois, mas por enquanto, deixe o corpo dele um pouco mais distante do canal e veja o que ele ainda tem que nos possa ser útil, retire sua identificação tbm para enviarmos para os familiares.
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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por †_Junior_† em Sex 25 Ago 2017, 21:06

Olho para o corpo morto e expiro diante da situação que nos encontramos. Falo para Norman:

Vamos apenas cobri-lo com vegetação e terra rapidamente. Não podemos perder muito tempo. Apesar que ele merecia um enterro digno.

Quando o tenente fala comigo, falo:

Me veja sua pistola e rifle tenente. Creio que consiga avaliar as nossas pistolas e seu rifle em seguida rapidamente. Por sinal, é um belo rifle que você tem. Meu pai possui um modelo desses. A precisão é incrível.

Avalio as pistolas e depois o rifle caso o tenente me entregue.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Vieirinha em Sab 26 Ago 2017, 09:06

Vieira se dirige até o centro da capelinha pra procurar a tal "torre" que o sargento havia falado mas o que vê é apenas uma espécie de claraboia ou teto elevado (vermelho), algo que serviria para a adequação de um pequeno sino ou alguma coisa do gênero para dar sinal ao pequeno vilarejo, coisas de cidade pequena.
De repente o soldado tem uma lembrança breve, da pequena cidade de Cajobi, onde em uma oportunidade se escondeu da polícia e conheceu uma pequena de cabelos cacheados... Ah, boas lembranças... Mas logo em seguida volta para a janela que fica na bifurcação, olha para o sargento inclinado sobre os papéis e diz - "Aí sargento... Tem nada de torre não, vou ficar por aqui" - Ajeita alguns bancos próximos à janela formando uma espécie de plataforma e subindo neles se coloca no canto de forma que fique com visão privilegiada tanto da estrada quanto do muro (verde)... Ansioso pela chegada da moça com a comida que havia prometido...



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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Hugar em Dom 27 Ago 2017, 23:15

Vieirinha e Sabão
Ainda não há sinal da garota francesa, nem de ninguém na estrada. Vocês começam a ficar com fome e vão precisar logo mais acender um fogo.

Diário do Tenente Barca

Data: [ILEGÍVEL]

Esta tarde uma aeronave britânica lançou um sinalizador de fumaça branca sobre nosso convés, de forma a reportar para a Marinha e Força Aérea Real que não somos uma hostilidade. Certamente nossa posição foi registrada pelos Aliados. Os passageiros e tripulantes - e até mesmo os praças - estão assustados e curiosos com o acontecimento, e isso é bom. Terei a desculpa ideal para assumir o controle da embarcação e iniciar a Fase Dois da operação.

A esta altura, o Sargento Francisco já deve estar familiarizado com as máquinas do navio. Vou alocar ele e o Soldado Vieira na tarefa de sabotar a embarcação, e todos pensarão que fomos atacados pelo submarino alemão. Não gosto de mentir nem omitir para os homens, mas é necessário para o sucesso da missão, o Capitão Mourão tem confiança em mim para executá-la. Chega a ser engraçado, já até nos comunicamos por rádio com o submarino e temos permissão para navegar até o porto de Caen.

Além disso tem o coitado do Sabão, digo, Sargento Francisco. O Capitão Mourão assustou o negro proibindo-o de portar arma na missão devido a sua má conduta. Se ele soubesse que está montado em quase 100 toneladas de armamento, munição e explosivos, ficaria um tanto revoltado. Mais importante ainda é esconder esta informação do Soldado Vieira. O Capitão me garantiu que ele seria útil caso houvesse necessidade de combate, mas eu tenho minhas dúvidas sobre a capacidade do homem de seguir ordens.

Em breve chegaremos a...


[RESTANTE DO CONTEÚDO ILEGÍVEL]

CONTROLE DE CARGAS (parcialmente recuperado por Sabão)

Classificação: NÃO-DECLARADO
Responsável: Tenente Barca

Item / Descrição / Quantidade
1 / Rifle de serviço M1903 Springfield / 500 unidades
2 / Rifle de serviço M1917 Enfield / 300 unidades

[ILEGÍVEL]

24 / Munição 7.62 x 63mm / 20 caixas
25 / Munição .45 ACP / 5 caixas
26 / Munição para rifle anti-tanque .55 pol. / 5 caixas

[ILEGÍVEL]

48 / Granada Mk II / aprox. 1000 unidades

[ILEGÍVEL]

72 / Detonador para dinamite / aprox. 1000 unidades

[RESTANTE DO CONTEÚDO ILEGÍVEL]

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Hugar em Seg 28 Ago 2017, 00:05

Robert e Cristhian
Norman e Cristhian obedecem as ordens de Robert. O líder da missão avalia silenciosamente o mapa que conseguiram recuperar/elaborar com alguma preocupação. Falta informação relevante. É preciso estradas, relevo, vegetação, prédios, pontos de referência, assim como uma análise detalhada da Inteligência sobre as posições, números e equipamentos prováveis do inimigo. Só assim Robert poderia traçar uma rota segura para percorrerem, assim como determinar os melhores pontos para montar posição de atirador. Claro, isso tudo só existia na Academia Militar.

Para o momento, tudo o que Robert tinha era um mapa de escala incerta sobre a região, com um expectativa de onde terminavam as árvores, começava o pântano e mais ou menos onde estava a área urbana e o porto. E isso tinha que bastar.

Enquanto isso, Cristhian desmonta a própria pistola e percebe que está tudo molhado. A umidade vai fazer o mecanismo falhar rapidamente (geralmente no pior momento possível) e com algum tempo irá oxidar, causando danos severos no armamento. Para piorar, Cristhian não consegue nem um trapo seco o bastante para fazer os reparos. Depois que caíram no Sena, não tiveram maneira apropriada de se secarem, e a caminhada só ajudou para suar ainda mais. Suas roupas estão todas úmidas.

Norman faz uma reclamação parecida. As rações operacionais pedem água quente para serem preparadas. De forma que acender uma rápida fogueira trará várias vantagens, incluindo preparar os alimentos e secar as roupas e armas. Para alívio de consciência, já faz bastante tempo que vocês não tem nenhum contato com o inimigo, o que sugere que podem estar ocultos aqui. Seria questão apenas de apagar a fogueira o mais cedo possível.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Hugar em Seg 28 Ago 2017, 00:19

Daniel e Boris
Daniel sequer aguarda confirmação das ordens e já dispara em direção à igreja. Seguir ordens nunca fez muito o jeito dele mesmo, talvez fosse logo repreendido no exército francês. Estava lá pela emoção, pela espontaneidade. Esse foi um pensamento rápido claro, porque logo seu coração acelerou pensando que era um francês desarmado numa França de alemães armados, e ele tinha um ferimento feio no rosto.

Daniel chega até o muro da parte detrás da igreja, que deve ter um pouco mais de 2 metros de altura. Suas expectativas estavam certas, havia um vilarejo ali. Poucas casas afastadas, poucas ruas. Era um lugar antigo, a própria igreja cheirava a antiguidade. Devia haver uma dúzia de casarões de pedra espalhados nas proximidades. Daniel podia avistar um ao fim da estradinha que descia o morro, bem perto, há menos de 50 metros da igreja. Se houver algum na parte alta do morro, os partisans teriam que se esconder sob as copas das árvores se quisessem não ser avistados.

Daniel escuta o som de enxadas batendo o solo e pedras do outro lado do muro e então duas vozes masculinas. Eles falam francês nativo, com certeza, mas é difícil entender o que dizem. Um pouco a frente, seguindo o muro, Daniel descobre um portão de grades que dá para o pátio da igreja. Ao se aproximar e espiar, Daniel vê que são dois padres conversando em voz baixa. Eles vestem hábitos tradicionais e limpam o cemitério que fica ao lado da igreja, que por sinal está tomado pelas ervas.

Daniel não foi avistado pelos padres. A parte da frente da igreja é aberta para a rua e, portanto, completamente exposta.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Vieirinha em Seg 28 Ago 2017, 14:00

Vieira do seu posto de vigia ouve o sargento ler o diário do Barca e não se conforma... Na sua cabeça ele já estava o pensamento - Olha só... O homem de confiança do Mourão deu com os burros nágua... literalmente... - Mas antes que ele pudesse falar ouve o sargento ler sobre as armas e a quantia... Na hora ele se vira com rosto de espanto em direção ao sargento e somente um comentário vem a sua boca...

"FILHO DA PUTA! Com todo esse armamento e munição à bordo com os praças que tínhamos à bordo poderíamos tomar o porto e o otário do Barca faz uma idiotice de tentar se passar por civil... IMBECIL... Se ele não tivesse morrido EU MATAVA ELE! E o pior! Agora essa porra toda ta na mão dos alemães... EU NÃO ACREDITO!"

Bate a mão cinco vezes na testa como se tentasse enfiar alguma espécie de compreensão ou até mesmo se conformar com a situação da qual passaram e ainda estão passando...

"Que MERDAAA! Pelo menos vamos ver se aí fala alguma coisa sobre os planos que precisamos pegar..."

O soldado está visivelmente irritado, mas não tira os olhos da janela...


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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Maedhros em Seg 28 Ago 2017, 21:35

Olho para Vieirinha já com a paciência gasta pelas loucuras do soldado e falo:

Se controle, soldado! As vezes algumas informações são melhores escondidas mesmo. Eu não confiaria nem o nome do meu cachorro a um doido que nem você! HAHAHAHA... Calma, seu rapariga! - Depois passo um olho nos documentos enquanto falo - Sim, o Tenente Barca errou feio na missão, mas acho que agora ele não precisa se preocupar com alguma punição do Capitão Mourão. Além disso, não ouvi o Vargas falar: "O Brasil luta na Segunda Guerra contra a Alemanha!!!". Então como você quer chegar atirando numa luta de quinze contra mais de cinquenta? O Tenente fez o que tinha que fazer e agora nós temos que continuar.

Do bornal que está comigo retiro um enlatado da ração que pegamos e jogo para Vieirinha, dizendo:

Sem fogo. O gosto não vai ser tão bom, mas antes isso que um sinal de fumaça. Vou tentar me apressar com isso, imagino que os alemães já tenham percebido nossa fuga. Torço para estar errado.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Blanchard em Seg 28 Ago 2017, 22:29

Encosto no muro, viro-me para meus companheiros, e faço sinais. Primeiro encosto as pontas dos dedos, fazendo um círculo. Coloco os círculos nos olhos, levanto os braços e os abaixo, em direção de suas posições.
Junto as mãos, representando o gesto de oração dos católicos e levanto dois dedos. Por fim, faço uma continência e coloco o polegar para baixo.

Bem que eu gostaria de pular o muro, longe dos olhos dos padres, e saquear a dispensa sacra, mas olho para o braço e sei que isso seria impossível.

Coloco novamente minhas costas no muro e faço um último sinal, para que meus aliados recuem e se escondam, empurrando os braços para frente.

Vou até o portão, fico de joelhos, uno as mãos e começo baixo:
“Creio em deus pai, todo poderoso, criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu único filho, que foi preso, humilhado e crucificado...”

Começo a me enrolar. Caso um deles se aproxime, eu digo:
Padre, sua benção. Sou um pecador, gostaria de me confessar.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Vieirinha em Ter 29 Ago 2017, 08:58

Vieira pega a lata de ração e abre, sabe que o gosto não é dos melhores, mas o que mais o preocupa é o porquê aquela garota ainda não apareceu?
Será que os alemães estão por perto? Seria ótimo atirar em alguém de novo, mas ele não estava tão disposto a morrer ali sem nem ao menos ter feito algo de mais efetivo pra prejudicar os malditos nazistas...

Diante do comentário do sargento... ele só da de ombros e olhando ainda pela janela diz...

"Com todo respeito sargento" - Coça a cabeça - "Se realmente soubéssemos o que estávamos transportando ali não teríamos deixado nas mãos dos alemães... Aqueles loucos condenaram todos aqueles civís à morte... já pensou nisso sargento? E não me venha com aquela historinha de que em uma guerra sempre morrem inocentes... como o senhor mesmo disse, essa guerra nem era nossa... Por pura ganância eles levaram aqueles homens, mulheres e crianças ao paredão de fuzilamento, lembra do que ouvimos? E tudo isso poderia ter sido de outra maneira... E o sargento ainda me chama de maluco...? Posso até ser..." - Da uma risada de canto de boca, coça de ovo a cabeça - "Mas se teu cachorro tivesse na mão desse maluco aqui te garanto que estaria mais vivo do que qualquer um daqueles praças que perderam suas vidas por burrice..."

Da uma ultima olhada pela janela, abocanha a ração, desce da plataforma improvisada e diz...

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Samyaza em Ter 29 Ago 2017, 15:52

Passo o rifle para Christian mas retiro a luneta enquanto aviso à Norman para cavar um buraco onde ele faça a fogueira para preparar alimento e secar o que for possível das roupas e das armas.

OFF: Hugar qual seria a nossa posição aproximada no mapa? É no círculo vermelho?
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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Vercenorax em Ter 29 Ago 2017, 22:25

Andando pela mata e vendo a exaustão se aproximar de todos eu começo a me preocupar com a situação, mas não posso deixar isso a mostra, sou o esteio desses homens. Quando nos aproximamos do vilarejo, sinto uma sensação de alívio, mas ela logo passa quando Blanchard se aproxima do muro.

[Novamente esse desgraçado quer nos matar!]

Quando ele envia sinais eu os interpreto mais ou menos, imagino que tenha intencionado dizer que não há nazistas aqui e algo relacionado a Deus.

Quando ele se posiciona com sentido de entrar e aparentemente diz que temos que nos esconder eu repasso ordens:
Se ele non nos matarrr eu mato ele! Dimitrrri, Ivan e Serrrgei! Vamos abrrrirrr o perrrímetrrro, em posições que possamos verrr o que se passa la dentrrro. Assim que houverrr algo invadimos ao meu sinal. Isabelle e os demais fiquem aqui escondidos.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por †_Junior_† em Qua 30 Ago 2017, 13:32

Concordo com a cabeça quanto ao plano de fazer uma fogueira para aquecermos a ração e talvez reduzir os danos ao armamento pela água do rio. Ajudo Norman para fazer a fogueira.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Hugar em Qua 30 Ago 2017, 20:26

Robert e Cristhian
Locksley dá mais um trago no cantil com álcool. A missão tem sido um fracasso até o momento, mas o enfrentamento se limitou ao fogo anti-aéreo sobre Le Havre, o que deixou as operações em solo um tanto calmas. Apesar de não menos cansativo.

Cristhian dá uma mão a Norman e ambos começam a cavar um pequeno buraco na terra para acender uma fogueira. Na falta de ferramentas adequadas, vocês usam as mãos para arrancar o capim e depois movimentar a terra. Está muito úmido aqui perto do canal, tornando a terra escura e pesada.

Robert viaja um pouco mais no mapa improvisado, observando três rotas principais: a primeira, seguindo o aparente canal que vai até o porto. Se for tão fundo e tomado pela vegetação quanto este, será fácil se aproximar sem ser notado. A segunda, pelos campos a oeste, passando pelas plantações e pulando muros e cercas. Finalmente, a terceira opção seria margear a foz do Sena até a boca do canal que dá para o porto, embora esta pareça arriscada demais.

Quando o buraco já ia a mais de um palmo de profundidade, Norman deixou Cristhian terminando o trabalho enquanto rondava o lugar em busca de gravetos e qualquer coisa seca para ajudar a acender o fogo. Graças ao bom Deus anglicano o isqueiro está funcionando e vocês acendem o fogo com facilidade. Uma coluna de fumaça branca sobe, removendo a umidade da terra e fazendo o fogo crepitar. O calor é agradável e faz Cristhian agradecer a Prometeus pelo presente à humanidade.

O grego fica bem perto do fogo e aproxima as roupas para secar, enquanto que Norman sai em busca de mais gravetos nas proximidades. E foi sem aviso nenhum que Norman deixou a lenha toda que carregava cair ao chão. O soldado corre de volta à posição de Robert e Cristhian e se joga na relva alta, auxiliado por um tropeção.

- Patrulha nazista! - ele tenta não gritar - Botes motorizados no Sena!

Naquela calma bucólica do interior, não perceberam quando o som dos motores surgiu discretamente, mas que agora se tornaram mais nítidos. Vocês escutam o barulho de botes motorizados no Sena, a pelo menos 500 metros ao norte, mas não conseguem avistar o inimigo.

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Hugar em Qua 30 Ago 2017, 22:40

Vieirinha e Sabão
A ração é uma sopa de carne com legumes e macarrão, enlatada. Fria, ela tem um gosto meio rançoso. Vieirinha dá uma volta lá fora, mas acaba retornando para dentro da capela, o sargento tinha achado outra coisa interessante.

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Registro nº: 19390607-0018
Folha: 3/22
Classificação: CONFIDENCIAL

Codinome: Paiol à Brasileira.
Planejado por: Capitão Mourão Filho (1ª RM)
Objetivo: Transportar carga secreta pelo Atlântico Sul até o Porto de Honfleur (França).
Localização: Rio de Janeiro (RJ), Oceano Atlântico Sul, Canal da Mancha, França.
Data: 8 de Julho de 1940 (Previsão).

Premissas:
1. Interessa ao General francês em exílio, Charles de Gaulle, abastecer de armamento e munição uma pequena tropa oculta na França;
2. As Forças Armadas dos Estados Unidos da América se prontificaram a fornecer a carga;
3. A Batalha do Atlântico impede o tráfico na região de interesse de navios da bandeira das Nações Aliadas;

[TRECHO RASURADO]

Fases:
Protocolo Amarelo;
Protocolo Azul;
Protocolo Verde;
Protocolo Cinza;
Protocolo Branco;
Protocolo Vermelho.

Identificadores Internos:

[O documento continua com uma série de identificações internas com pouca utilidade para vocês.]

PROTOCOLO VERDE
Requerimentos: Protocolos Amarelo e Azul bem sucedidos.
Status: Navio brasileiro avariado se aproxima de Honfleur.

Objetivo Primário: Garantir o transbordo da carga secreta aos partisans franceses.
Objetivo Secundário: Garantir a incolumidade da Pátria Brasileira nas questões de Estado.
Objetivo Terciário: Cooperar com a autoridade portuária (se presente).

Sumário: Uma vez que o navio tenha recebido permissão para aportar nas águas sob controle alemão, avariar a casa das máquinas e a comunicação, e desviar rota do porto de Caen para Honfleur, de forma a parecer uma trajetória errante. Alcançado o porto de Honfleur, realizar transbordo da carga secreta mediante declaração da palavra-passe (se as forças partisans já tiverem tomado o porto) ou cooperar com a autoridade portuária até que tenham (Protocolo Cinza).

Descrição: [LONGA DESCRIÇÃO DO PROTOCOLO AQUI...]

Inteligência: Não há indícios que a Wehrmacht tenha conhecimento desta Operação.

[O documento continua com outras informações pouco relevantes...]

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por †_Junior_† em Qua 30 Ago 2017, 22:47

Ao escutar as palavras de Norman, pego rapidamente terra próxima e começo a cobrir a fogueira. Tento apagar o fogo o mais rápido possível e de maneira a fazer a menor quantidade de fumaça. Depois, olho aos arredores em busca de algum lugar para se esconder e fora de vista de quem vem do Senna. Pego as armas e carrego comigo.

(dados de procurar?)

†_Junior_† efetuou 3 lançamento(s) de dados (D6.) :
, ,

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Hugar em Qui 31 Ago 2017, 00:14

Daniel e Boris
Daniel se arrasta de joelhos até o portão de grades e começa sua oração, sendo logo percebido. Os padres olham assustados com expressões de profundo estranhamento, curiosidade e um misto de repulsa nos rostos. Daniel percebe que ambos são jovens, entre 25 e 30 anos provavelmente. Um deles se aproxima, enquanto o outro tenta impedi-lo.

- Larga a minha batina! - ele reclama - Está com a chave do portão aí?

Este padre mais curioso se aproxima, ao que Daniel diz que deseja se confessar.

- Pelo santo nome de Deus, o que aconteceu a você meu filho? - ele pergunta - Vamos, dê a volta, este portão aqui está trancado. A casa de Deus o acolhe.

Daniel percebe que o padre examina atenciosamente seu curativo no rosto.

Enquanto isso, os partisans recuam para as matas ao comando claro de Boris, temerosos. Boris, Dimitri, Ivan e Serguei, os quatro soviéticos sobreviventes, avançam pela estradinha morro abaixo em direção ao muro da igreja, carregando suas armas. Daniel percebe de canto de olho a movimentação e enrijece os músculos. O francês tenta disfarçar para que os padres não percebam. Os soviéticos avançam até o muro alto e se posicionam em pontos estratégicos. Enquanto os padres não abrirem o portão, não enxergarão os soviéticos.


Bolinha azul: Daniel; Bolinha vermelha: Boris; Bolinhas laranjas: soviéticos. Ignorem essas outras casas que aparecem aí e esse asfalto todo. Só tem árvores mesmo. "Le Haut de la Côte" é a estrada que desce o morro por onde vocês vieram. O muro contorna toda a igreja por trás, que é aberta somente na face da frente (toda essa frente voltada a esse "D180" é aberta). Os padres tão ali perto do Daniel, só que do lado de dentro. Dúvidas?

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Blanchard em Sex 01 Set 2017, 15:03

Quando o padre se aproxima, me levanto, seguro no portão, volto meus olhos em direção das casas maiores e digo:
Padre, patrulhas nazistas?

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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Samyaza em Sab 02 Set 2017, 19:19

Jogo-me no chão e falo para os demais em tom baixo enquanto gesticulo com a mão:
"Abaixem-se, fiquem deitados e apaguem esse fogo!"

Ainda abaixado uso a luneta do rifle para observar melhor a patrulha enquanto aceno com a outra mão para que Christian me passe o rifle.

Dados para camuflagem e percepção.
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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

Mensagem por Samyaza em Sab 02 Set 2017, 19:19

O membro 'Samyaza' realizou a seguinte ação: Lançar dados


#1 'D6' :

#1 Resultado :


--------------------------------

#2 'D6' :

#2 Resultado :
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Re: Cena 2: O Dia das Cinzas

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