Arco 4

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Arco 4

Mensagem por Samyaza em Qui 16 Jan 2014, 14:39

Dia 10 do mês de Sevides, Primavera, Templo de Pedra

BAELOR, CALION, CONNOR, FIRIOM, GLÓIN E PAMMALA:

Quase uma quinzena depois do primeiro dia da batalha de Lubliama e a cidade ainda tem o cheiro da guerra. O odor dos corpos queimados só é aliviado pelas chuvas ocasionais herdadas do verão intenso que se encerrara junto com o Mês de Selimon.  

É uma amarga ironia que o mês da paz tenha se encerrado com uma batalha que gerou tantas mortes e praticamente nenhum resultado. Vardem não assumiu o governo da cidade, tendo fugido sabe-se lá se com os sombrios ou com os verrogaris, mas o preço que Lubliama pagou por isso foi caro, sua população está reduzida a menos da metade, a rixa entre anões e humanos aumentou e Karr o general que salvou a cidade agora a comando com mãos de ferro e nenhum de vc´s o conhece suficientemente para saber se ele é confiável ou não.

Mesmo que os sobreviventes os reconheçam como heróis, suas consciências lhes cobram a morte de todos os outros que tombaram pelas consequências dos últimos eventos, consequências essas geradas diretamente pelas suas ações. Em um momento ou outro, todos foram silenciosamente tomados por uma questão: se Vardem tivesse tomado o poder, Lubliama abriria passagem para Jered e Marana poderia agora ser aliada de Verrogar e talvez, o número de mortes tivesse sido menor.

É claro que a consequência desta aliança seria a provável  queda de Dantsem, seu povo foi poupado, pelo menos temporariamente, já que a guerra com Verrogar é iminente, mas seu povo sequer sabia dos riscos que estavam correndo, eles simplesmente ignoram que vc´s foram seus salvadores. E isso seria dessa forma, a morte do povo de Lubliama pelo atraso nas manobras verrogaris e da conflito contra Dantsem, não haveria glória para vc´s e a honra, devidos os eventos, era questionável.

De todos os mortos, silenciosos e desconhecidos, que vc´s só reconhecem pelas famílias que choram, alguns deles assombravam suas mentes, como fantasmas, alguns ainda vivos, outros não se sabe como estariam.

Onde estaria Vardem? Teria a cobra finalmente sido eliminada? Ou estaria ele tramando sua vingança?Cletus morreu penas manobras da cobra e Archibald enlouquecera e quase matou o proprio cunhado por isso.

E Náin? O que aconteceu com ele? Os soldados de Karr montaram guarda nos arredores do fortim, começando sua reconstrução e não foi encontrado sinal do jovem capitão, teria ele sido morto? Ou teria fugido, temendo as tropas verrogaris? Teria o filho de Rarurg traído seu juramento de defender a cidade depois de ter matado seu próprio primo para honrar sua promessa?

Jacus ainda estaria preso, mas se o rei Augustu pretendia mesmo se aliar a Verrogar, será que ele enviaria um resgate para o antigo prefeito? Se os rumores sobre a prisão são verdadeiros o que estaria ele passando? E isso era culpa de vc´s, direta ou indiretamente, ele foi sequestrado pelo descuido, pela ingenuidade, excesso de confiança e impetuosidade de cada um e agora ele deve estar sofrendo, sua cidade caiu e não houve nada que vc´s possam fazer para mudar isso.

Rarurg estava morto, enterrado miseravelmente como um qualquer,  o Líder da Liga de Forjadores de Lubliama jazia no terreno de um lorde caído, um local amaldiçoado, maculado pela presença de demônios, por defender Lubliama,  morreu por confiar em vc´s, agonizou aos pés de vc´s enquanto a luta com uma sombra era mais importante. Sua esposa, Najila, agora uma viúva havia se retirado da cidade, abandonou tudo o que tinha por não suportar a morte do marido e o desaparecimento do filho. Talvez fosse melhor que ela se ressentisse, que os amaldiçoasse, mas as palavras de desculpa e agradecimento em sua despedida foram amargas, pois todo o sofrimento daquela anã foi culpa de vc´s, seja pela incompetência em ajudar sua cidade ou pela negligência na morte do seu marido e o abandono no desaparecimento do seu filho.

Cada um de vc´s se remoía, pois todas as pessoas, assim como Najila, teriam todos os motivos para os condenar, mas não poderiam, era um equilíbrio macabro, para cada pessoa morta havia um parente que sobreviveu e este, apesar de lamentar a morte dos seus deveria agradecer por sua vida. A tristeza e apatia comuns de cada pessoa que ainda caminhava pelas ruas destruídas da cidade refletia em vc´s, ampliada, corroendo qualquer orgulho ou felicidade. Nos dias seguintes ao fim da batalha, enquanto alguns comemoravam, apenas um sentimento lhes dominava a mente: culpa.

ALASTOR E HALT:
Confusão, tudo começou com algo simples, levar um jovem elfo para outra cidade. Dessa simplicidade as coisas aconteceram como uma bola de neve que desce rápido e vai crescendo até encontrar o chão e estourar e esse estouro estava a sua frente, observando das janelas e varandas do templo, vc´s puderam ver a cidade, arrasada, completamente destruída, o vento vindo do oeste ao final das tardes trazia a fumaça e o cheiro podre dos corpos empilhados e queimados. Era estranho imaginar que o cenário ao redor havia sido provocado pelos eventos iniciados ainda em Fontenova.

Enquanto muitos lamentavam a morte dos seus amigos e parentes e a destruição de sua cidade, vc´s se recordavam, não era a primeira vez que isso acontecia, outra muralha queimou muito antes de Lubliama, a cidadela onde tudo começou, atacada e dominada pelos sombrios que perseguiam alguma coisa, ou alguém. Vc´s tiveram que escolher entre fugir ou morrer, na cidadela em Fontenova não houve cerco, o ataque surpresa não permitiu preparação, não houve tropas que pudessem ajudar e durante a noite de fuga vc´s viram a cidade queimar com uma certeza maldita, a de que ali, na cidadela, não haveriam sobreviventes, os homens lagarto e os mascarados eram impiedosos.

Mesmo sabendo que não poderiam fazer nada para ajudar os moradores da cidadela, a manutenção da promessa de proteger Baltazar causava-lhes vergonha ao invés de orgulho, não era uma equação válida, mas mesmo assim ela insistentemente lhes castigava a mente: a vida de Baltazar valia a vida de todos os anões, humanos e elfos que viviam na cidadela?

E tudo isso era culpa de um elfo, Irvem Calard e vc´s já não mais sabiam se o admiravam ou odiavam.

Seymar havia morrido para protegê-lo, mantendo-se fiel sua vontade o misterioso Quiroman tbm tombou perante a sombra que os caçou durante dias e ainda houve o sequestro, quem haveria pago para ter o elfo? Pq Baltazar era tão valioso assim? Pq Irvem se entregou na Lutrúcia em troca da liberdade do sobrinho depois de condenar toda a sua cidade para preservar sua vida? O querem os elfos sombrios com Irvem e Baltazar? Ainda valia a pena continuar a defender os interesses de alguém como ele?

Olhando para a cidade era impossível não culpá-lo, mesmo sendo um prisioneiro voluntário na Lutrúcia, vc´s sabem que Irvem não passaria pelas torturas comuns lá, na verdade a ideia de que o elfo teria feito aquilo para se proteger, estando ali escondido e seguro da ameaça dos sombrios, começa a se firmar em suas mentes e a raiva diluída pelos questionamentos os enchia de um sentimento: dúvida.

LEOPOLDO:
A queda de Lubliama deixou algo claro para vc, as vezes nem sempre é sábio perder tempo com jogos mentais. Mesmo sendo óbvio de que devido ao seu exílio vc não poderia fazer nada para impedir a batalha o sofrimento que pairava sobre a cidade o faz sentir culpa. Um devoto da paz como vc se incomodava com o comportamento de homens como Ramiro, que mesmo com educação e respeito o tratara como mercadoria, fazendo-no refém.

Como poderiam homens como ele negociar a vida de pessoas daquela forma? Como Jered poderia ter decidido destruir um cidade inteira apenas para uma vingança pessoal cuja cidade destruída sequer tinha relação? A verdade crua dessas respostas vc já conhecia, eles eram homens e era sua natureza agir assim, porém, ter ciência desse comportamento nem de longe significa tolerá-lo. Até quando os homens se destruiriam em nome do dinheiro? Como era possível para eles contabilizar vidas como se fossem moedas dando menos valor as primeiras do que as segundas? Se a morte causa dor, pq Crezir, Blator e até Crisagom eram mais venerados do que Selimon? Estariam todos os humanos sob a influência Plandis para cometerem tais atos?

Enfim, estes questionamentos não o levariam a nada, a realidade era que os interessados na paz e na compreensão estavam nadando contra a correnteza, eram em menor número e voluntariamente mais fracos do pontos de vista bélico, mas caberia a eles acudir a aflição e a dor daqueles que depois de se entregarem aos outros deuses correm para os servos de Selimon implorando por suas palavras de cura, pelo menos era isso que lhe fizeram acreditar nos anos de sacerdócio passados no templo, lá a segurança e a paz reinante davam a sensação de poder, de que Selimon era forte e sua visão inquestionável, mas desde que deixou o templo, para saber mais sobre sua vida isso mudou, o mundo não era como no templo, as pessoas eram ruins, cientes disso ou não, cediam facilmente ao desespero e ao medo e consequentemente tornavam-se egoístas, em toda a sua jornada não encontrou ninguém que sequer parecesse com sacerdote do Templo, aliás, não houve ninguém sequer inclinado a uma opção mais pacífica de resolver as coisas, nem mesmo Norne, o sacerdote anão que era seu anfitrião tinha essa inclinação, estava sempre urgente, dizendo que algo deveria ser feito.

Diante dessa nova visão de mundo, onde a escolha pela paz e retidão lhe trouxe a solidão vc sente dúvida, o que poderia vc fazer, sozinho contra tudo o que estava acontecendo? Verrogar e Dantsem estavam numa guerra iminente e os resultados que isso traria podiam ser vistos observando o que ocorreu a Lubliama, e mesmo assim, todos ao seu redor pareciam querer mais guerra, vingança mascarada de justiça. Se a partir de Lagia vc se tornou prisioneiro e só fora liberto por Connor e Sam, o que poderia fazer sem alguém como eles? Num tempo onde a espada é mais poderosa que a palavra como vc poderia impedir os eventos que estão por vir, e é claro uma dúvida surgia em sua mente de forma confortante, tentando de forma ardil trazer alívio para a sua inquietação: deveria vc fazer alguma coisa? Ou deveria deixar as coisas de lado e focar-se em seus objetivos? É claro que o conforto desta dúvida as vezes é colapsado pela sensação de que ao escolher esta opção estaria indo contra seus votos sagrados, mas o que haveria de sagrado em não ser capaz de proteger as pessoas? Em ser incapaz até de proteger a si mesmo? Seria a dependência adquirida pelos votos feitos no templo algo realmente útil? Será que uma espada forte o suficiente para que todos a temam não seria mais capaz do que a palavra que todos ignoram?

Diante dessas dúvidas um sentimento lhe assombra: a certeza desesperadora de, por seus votos, ser vulnerável.

ARGRIM:
Desde o primeiro dia de batalha em Lubliama vc tem sonhado com batalhas, mas eu seus sonhos não era Lubliama a cidade atacada e os algozes não eram verrogaris, as pessoas fugiam e morriam sobre golpes de monstros, criaturas de dois a três metros, cobertas de pelos e com cabeça de bovina, bípedes os monstros vestem armaduras e portam armas como humanos e até falam mas, numa língua estranha, e a estátua enorme de uma mulher nua parece estender os braços rogando por ajuda aos céus.

O sonho se repete todas as noites desde então e apesar das diferenças algumas coisas são iguais, o grito desesperado das pessoas fugindo com medo, o estalar das casas queimando, o cheiro de carne queimada e podre que se segue em cada manhã dos dias seguintes as batalhas. Além da lamentação comum pela cidade outra morte lhe transtorna, Korbaldi caiu no ataque dos sombrios e ele só se juntou a tudo isso por lhe acompanhar. Enquanto a aflição pela morte da população é anestesiada pela certeza de que não havia muita coisa a fazer, a morte de Korbaldi lhe pesa os ombros deixando-o com o dever, adquirido voluntariamente, de ajudar a cidade.

Mesmo assim, ainda haviam coisas a fazer, a jovem elfa que vc procurava finalmente surgiu, mas pouco tempo vc teve para falar com ela. Vc ouviu algumas das pessoas que dividem o templo com vc falando sobre Irvem, que provavelmente seria o elfo que vc teria que matar, mas pq? Qual a traição de Irvem para querer ser morto pro sua própria raça? E pq eles mesmos não fizeram isso? Em que jogos vc estaria se envolvendo daqui para frente?

A repetição dos sonhos lhe trazem a ideia de profecia, vc sente como se os eventos passados fossem se repetir e a ameaça de guerra, atrasada e evitada temporariamente as custas de uma cidade inteira, lhe deixa claro que logo, outras batalhas ocorrerão. É como se vc soubesse que isso vai acontecer, mas não sabe onde e quando, talvez seja apenas paranóia, reflexo dos dias difíceis que vc vem tendo ou sequelas dos motivos desconhecidos de sua amnésia, mas indiferente aos motivos, um sentimento cresce dentro de vc, como um aviso, inexorável, de que as coisas ainda vão piorar.

TODOS:
Vc´s acordam no templo, ainda são "reféns" de Karr, não podendo sair do prédio. Um jantar está marcado com o general nesta noite e até lá vc´s têm liberdade de fazer o que quiserem, exceto é claro, sair do templo, soldados fiéis a Karr montam vigília dia e noite nos arredores para impedir que vc´s escapem. O mistério de pq ainda estão sendo mantido prisioneiros mesmo já tendo sido interrogados os incomoda, mas, sejam quais foram os motivos eles serão revelados esta noite.

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Re: Arco 4

Mensagem por Leo Ralth em Qui 16 Jan 2014, 16:12

Caminho pelos corredores, por vezes passando por uma janela aberta para a destruição lá em baixo e pensando em tudo que passou desde que saiu do Muro e as dúvidas que se acumulam desde então, a começar pela morte misteriosa de seu pai, seu tio tomando conta de seus negócios e a mina misteriosa. Depois Irven e Baltazar! -Por Cambú!! É isso que dá se meter em negócios de elfos e magia! Faz até sentir falta das aulas de seu pai sobre como administrar as minas. - Enfim, continuo sem respostas a cada passo que dou. E espero obter algumas informações dessa gente que cortesmente me mantém cativo. Hunf! Chega a ser engraçado quando não trágico, preso 3 vezes, torturado duas. A forra vai chegar se os deuses permitirem, mas por enquanto preciso me manter atento e obter respostas para o assunto mais premente e quem sabe obter algo em troca.

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Re: Arco 4

Mensagem por aurhus em Qui 16 Jan 2014, 20:07

Enquanto perambulo pelo templo enquanto converso com os fantasmas que me assombram:
Meu caro capitão eu ja disse precisamos sair daqui antes...Não taberneiro, você não me agrada nem um pouquinho! Farei um jantar incrivel na casa que najila deixou aos meus cuidados e oc~e não esta convidado ferreiro! Calma moças ha Firiom suficiente para todas vocês...

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Re: Arco 4

Mensagem por Maedhros em Qui 16 Jan 2014, 21:47

Vou atrás de Norne e caso encontre, digo:

Mestre Norne, acho que falhei em minha missão de débito. Apesar dela ter sido a escolta de Pammala até a capital, havia um outro objetivo: a de salvar a cidade. Sei que servimos ao deus da guerra, mas à guerra justa. Guerreiro contra guerreiro, não esta chacina de civis. Peço perdão por minha falha. Pretendo redimi-la de uma forma. Darei uma nova vida aos humanos desta cidade e um enterro digno ao único anão que foi leal ao reino do começo ao fim. Conheço  um castro onde há uma grande quantidade de terras, porém pouca gente para lavra-la. Libertei os camponeses de lá de um mal mais perverso que poderiam imaginar. Certamente acolheriam aqueles que desejam uma nova vida, já que eu lhes deu uma. Também pretendo guiar os anões que ainda respeitam Rarurg para trazer os restos mortais dele até a cidade para um enterro digno na pedra.

Depois disso dou um grande suspiro e digo:

Mestre, espero conseguir fazer estas coisas, pois após isso, irei fazer algo que pensei ser fácil... Com o ataque do exército do reino as tropas verrogaris, isso declarou guerra... E eu pretendo me alistar ao exército. Sei que parece burrice, mas acho que devo fazer isso, pois os verrogaris não esqueceram a derrota e viram atrás de vingança. Não posso deixar que ocorra outra matança dessa no reino... Só espero que o general Karr se canse dessa brincadeira de prisioneiro e me liberte logo para que possa realizar essas coisas.

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Re: Arco 4

Mensagem por arabedoido em Qui 16 Jan 2014, 23:47

Vou passeando com atitude cabisbaixa pelos corredores do templo. Vou pensando:

Depois de tudo isso, pelo menos um pouco de tempo para reorganizar as ideias. Vou ver o que posso aprender sobre este templo, caso a coisa fique perigosa. O melhor caminho agora é ocupar a mente.

Com este pensamento, vou perguntando para os sacerdotes onde fica a biblioteca do templo e se preciso de alguma autorização para ir lá ler um pouco. Caso não haja biblioteca, vejo se me podem indicar quem é o sacerdote mais antigo, que possa me dar algumas informações sobre a história do templo.

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Re: Arco 4

Mensagem por Hugar em Sex 17 Jan 2014, 00:55

Exploro o templo. Quero conhecer bem seus corredores e salões de culto, bibliotecas e sacristias. Por vezes perco tempo analisando visualmente a arquitetura e engenharia da construção do prédio. Também examino obras de artes, livros sagrados, e procuro entender o ritos que eram realizados no lugar.

Esse é um modo de esquecer os pensamentos massacrantes da mente. Se achar alguma sala pequena, de pouca iluminação, quieta e desabitada, posteriormente, vou lá orar em paz para Selimon a reza mais longa que eu conhecer.

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Re: Arco 4

Mensagem por bcsaulo em Sex 17 Jan 2014, 10:41

Acordo logo nos primeiros raios do sol, estava suado, ainda tinha seus pensamentos presos nos acontecimentos do passado próximo. Dormir sob um teto e com um conforto há muito tempo perdido, lhe trazia lembranças de dias mais felizes, onde sua unica preocupação era em beber, comer e foder. Ficava de pé e lavava as mãos e o rosto, agora a realidade vinha a tona tudo o que aconteceu, as mortes, as traições, os inimigos. Amigos se tinha algum, perdeu a fé na intensão deles. Saia do quarto e caminhava pelos corredores do templo, tinha esperanças que seu mestre Baldar, ainda estivesse vivo, ele estava na proteção de Norne, teria que achar o sacerdote, para ter um pouco mais de paz.

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Re: Arco 4

Mensagem por Blanchard em Sex 17 Jan 2014, 11:09

Alivia-me o coração saber dos que estão aqui vivos. Derin nunca me despertou afeto. Saúdo Sam e faria o mesmo com Connor, que parece não estar nada, nada bem.

Antes de Baelor partir, aproximo-me dele e peço desculpas por minha postura na capital, explicando-lhe que Dalila, infelizmente, sempre me deixa enlouquecido, em todos os sentidos, que ela é a única a fazer-me sentir como alguém inseguro.

Fito os que não conheço com curiosidade, especialmente Leopoldo, que parece ainda querer evitar contato conosco. O anão que passa a caminhar me parece comum. O humano de pele escura e cabelo claro me parece um lutador de arena qualquer.

Quando Pammala sai cabisbaixa, sigo seus passos à distância. Quando vejo que procura uma biblioteca, me aproximo e digo (em élfico):

Estamos nos braços de Cruine e você pensa em acumular mais conhecimento, para um futuro... incerto. Posso encher seu coração com mais do que magias e treinamentos arcanos. Venha comigo, vamos procurar alívio para nossas almas cansadas?

Tento pegar em sua mão e trazê-la para perto de mim, enquanto espero por sua resposta.

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Re: Arco 4

Mensagem por arabedoido em Sex 17 Jan 2014, 11:35

Sorrio para Calion e aceito que me leve para perto. Quando estivermos próximos, falo baixo em élfico:

O que procuro não são conhecimentos arcanos, mas sim conhecimentos sobre este templo. Nosso futuro ainda é incerto e não sabemos as intenções de nossos captores. O que quero de verdade é pesquisar o projeto do templo, os locais onde alguém pode se esconder e passagens ou saídas secretas, se existirem. Por que não vem me ajudar nisso? Ouvi certa vez alguém falar que é sempre bom ter uma rota de fuga planejada para emergência. Ainda mais nós, que não somos guerreiros.


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Re: Arco 4

Mensagem por Renan Paladino em Sex 17 Jan 2014, 12:23

Sento-me, por alguns minutos fico pensando nos sonhos que se repetem, será que teriam relação com meu passado esquecido ou estaria eu ficando louco? Sinto um feixe da luz do Sol que passa pelas janelas em meu rosto e me levanto, caminho pelo templo lamentando a morte de Korbaldi e prometendo a mim mesmo que sua morte não terá sido em vão. Quando estou andando pelos corredores vejo, dois elfos cochichando em seu idioma e me aproximo :

- Vocês são Pammala e Calion, correto? Deixem que me apresente. Sou Argrim, guerreiro da Torre Oculta e lhe trago uma mensagem Pammala. Você gostaria de ouví-la em particular ou posso lhe falar na presença de Calion?

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Re: Arco 4

Mensagem por Blanchard em Sex 17 Jan 2014, 18:31

Respondo para Pammala (em élfico):
Sozinhos em esconderijos e passagens secretas? Gostei de sua ideia.

Seguiria para seus lábios quando o humano nos interrompe. Solto gentilmente Pammala e seguro em meu gládio até que ele se apresente. Respondo com um sorriso (Élfico):
Salve Argrim, guerreiro de tão apreciada localidade. Parece que você acaba de cumprir uma missão. Um homem como você não pode perder oportunidades em momentos como este. Talvez você possa nos oferecer seus serviços, pois precisamos de proteção. Somos dourados e não merecemos o mesmo destino que alguns destes anões. Caso você derrame seu sangue por nós, cada gota será bem remunerada com moedas de ouro.

Estendo minha mão para ele.
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Re: Arco 4

Mensagem por Renan Paladino em Sex 17 Jan 2014, 19:14

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Re: Arco 4

Mensagem por Samyaza em Sex 17 Jan 2014, 19:14

O membro 'Renan Paladino' realizou a seguinte ação: Lançar dados

'd20' :

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Re: Arco 4

Mensagem por arabedoido em Sex 17 Jan 2014, 19:41

Vendo Calion fazer uma magia, faço uma expressão de reprovação, sem ver necessidade para esse tipo de coisa.

Tento amenizar a situação.

Vaja, não sei que tipo de mensagem é essa, nem do que se trata. Calion aqui é confiável, não vejo por que ele não poderia ouvir. O que achar melhor, para mim está bom.

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Re: Arco 4

Mensagem por Vercenorax em Sex 17 Jan 2014, 20:21

Sinto como se uma montanha estivesse sobre minha cabeça, sinto que fracassei, que fracassei com todos, que tudo possui uma ação de minha parte e que no fundo causei grande parte disso, sinto que não sei mais o que fazer e não entendo por que mil demônios Karr ainda nos mantém aqui, quero que isso acabe logo. Vendo que muitos têm ido falar Norne vou deixar para mais tarde minha conversa com o sacerdote, enquanto isso vou orar, pedir perdão pelo que fiz de errado e um norte para minhas próximas ações.

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Re: Arco 4

Mensagem por aurhus em Sex 17 Jan 2014, 21:10

No meio de minha "conversa" eu me calo por um instante, então começo a cantar baixinho, e vou aumentando a voz até estar cantando a plenos pulmões meio que em forma de lamento:
Agora, lindas crianças, prestem bastante atenção
eu sou a voz que vem do travesseiro
eu trouxe para vocês algo comigo
que arranquei do meu próprio peito
com este coração, possuo o poder
de exercer controle sobre as pálpebras
eu canto até o dia despertar
uma luz brilhante no firmamento
Meu coração queima

Eles vêm até vocês à noite
Demônios espíritos fadas negras
Eles se arrastam para fora de cavernas subterrâneas
E vêm espiar embaixo de suas cobertas

Agora, lindas crianças, prestem bastante atenção
eu sou a voz que vem do travesseiro
eu trouxe para vocês algo comigo
uma luz brilhante no firmamento
Meu coração queima

Eles vêm até vocês à noite
e roubam suas cálidas pequenas lágrimas
eles esperam até que a lua desperte
e se esquivam dentro das minhas veias frias

Agora, lindas crianças, prestem bastante atenção
eu sou a voz que vem do travesseiro
eu canto até o dia despertar
uma luz brilhante no firmamento
Meu coração queima...

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Re: Arco 4

Mensagem por Renan Paladino em Sex 17 Jan 2014, 21:41

Fico parado olhando pro gesto de Calion, lentamente retribuo o gesto e digo:

- Nobre elfo, no momento não é ouro o que move minha espada. Porém, enquanto caminharmos na mesma direção, vocês estarão seguros.

Olho pra Pammala, chego mais perto dela e puxo Calion comigo. Digo bem baixo, quase como um sibilo em seu idioma:

- Quando você deixou a torre, carregava consigo uma missão e segundo Gildram Maït já se passa muito tempo, agora ele ordena que você volte e a cumpra.

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Re: Arco 4

Mensagem por Samyaza em Sab 18 Jan 2014, 01:21

Alastor:
O dia transcorre silencioso, como se o luto que tomava toda a cidade tivesse invadido também o templo e seus novos companheiros de "cativeiro", das vozes que seriam comuns num local tão movimentado ouve-se apenas murmúrios e lamentos abafados pelos passos rápidos dos acólitos que contrastando com a inércia e tristeza dos cativos.

Até Halt estava distante, passando o dia praticamente no quarto, ainda mais silencioso do que era. Mesmo não sendo um amigo, ainda era a pessoa mais próxima do que os outros que estavam ali recolhidos, estes aliás, eram curiosos, vc conseguiu descobrir seus nomes e ter um noção de pq estavam ali, não sabia os detalhes mas sabia que alguns foram os que avisaram o General que salvara a cidade e os outros eram aqueles que ficaram para defender a cidade. E tendo Lubliama sobrevivido vc estranhava a tristeza nítida no rosto de cada um deles.

Além destes haviam outros dois, um homem grande, de pele escura e cabelos amarelados, com certeza um homem de armas, com um sotaque que vc nunca viu desde o Muro até o aqui. O outro era um servo dos deuses, via-se pelas vestimentas e um símbolo que carregava, não era de um deus guerreiro pois o homem não portava arma, aliás, parecia não portar bem nenhum a não ser seu símbolo e seu cajado.

As horas passavam depressa, os minutos é que pareciam eternos e a noite se aproximava, logo estaria jantando com o General e as coisas estariam mais perto de serem resolvidos, dando-lhe de volta a liberdade tão contínua e repentinamente tirada.

Firiom:
O Templo de Pedra, que sempre fora um local de intensa atividade, seja religiosa ou bélica, como nos últimos dias, agora parecia um local vazio e assombrado e vc seria a assombração. Os acólitos que ainda cuidavam do local o temiam e o evitavam, muitas vezes mudando de direção ao avistá-lo.

Durante os dias após o fim da batalha vc se voltou ainda mais para si mesmo, tornando-se mais introspectivo e pensando sobre seus reais objetivos, ainda valeria a pena procurar o homem culpado pela sua acusação? Poderia Glóin ainda ajudá-lo? O que estaria tramando Plandis para vc agora?

Baelor:
Vc encontra Norne no final da manhã, após o almoço, foi necessário reservar um horário, o sacerdote estava ocupado auxiliando na reorganização da cidade.

O encontro se deu no gabinete de Norne, uma sala pequena e sem janelas, com uma mesa de mármore com alguns pergaminhos encima. No canto direito ao redor de uma imagem de Blator de meio metro oferendas estão esparramadas, incensos e velas queimam deixando um cheiro muito forte. Vc´s se sentam em cadeiras de madeira, ao redor da mesa, um de frente para o outro.

Com a aparência de cansado e nitidamente triste Norne une as mãos cruzando os dedos e apóia o braço sobre a mesa enquanto pergunta o que vc desejava. O anão escuta com paciência, aguardando que vc termine.

Quando o assunto se encerra Norne suspira e começa a falar:
Não houve falha Baelor, se não a minha. Tua missão era a de levar Pammala até Sensera para que ela pudesse avisar ou não ao rei e trazer ajuda, se te fiz pensar que vc poderia salvar a cidade, então o erro foi meu. A elfa poderia ter feito algo, vc foi apenas sua escolta e isso vc cumpriu, acredito que o tempo excedente que levaram tenha sido em virtudes das exigências e mimos comuns elfos como Pammala, a jovem elfa não se parece muito preocupada com Lubliama.

Portanto vc não deve nada a cidade e se devesse, por mais que desejasse, não teria como cumprir, trazer a vida aqueles que morreram não está no nosso poder.

Já quanto a Rarurg, lamenta-me muito sua morte e enterro miseráveis, se talvez ele tivesse chegado com vida até vc, talvez vc poderia tê-lo salvado, suas magias poderiam ter curado meu amigo e talvez algumas coisas não teriam acontecido como aconteceram.

Não há pq buscar Rarurg, sua esposa partiu e seu filho está desaparecido, os rituais fúnebres foram feitos tão bem quanto o possível, talvez seja melhor deixá-lo descansar. Se quiser realmente ir buscá-lo, será por uma questão de honra tua, desnecessária, não tendo sido vc o responsável por sua morte. Mas conte-me depois o que aconteceu nesse local.


Quando vc fala sobre o alistamento Norne sorri, como se não acreditasse na notícia:
Burrice? Não vejo pq seria, mas confesso que não vejo lógica alguma, qual seria o motivo do alistamento? Realmente acha que sua presença ou não no exército fará frente aos verrogaris? Acautela-te Baelor, há mais coisas acontecendo além desta guerra que se aproxima.

Mas aparentemente vc veio apenas me avisar, portanto, não posso proibi-lo, já estou ciente da tua vontade e apesar de não concordar, pelo menos não até que me apresente alguma lógica, dou-lhe minhas bençãos.

E o que mais temos a tratar?


Norne encerra a frase consternado, com pressa e aborrecido, ele parecia esperar notícias melhores do que as que recebeu e agora teria mais coisas com as quais se preocupar.

Pammala:
Ainda pela manhã vc conseguiu acesso a biblioteca, um local pequeno, pelo menos para um templo, com poucos livros e apenas 3 mesas de madeira para consulta. Nenhum sacerdote ousou proibir-lhe a entrada, eles já sabiam dos boatos de que vc era emissária do rei e conseguiu algumas regalias com isso, ainda enquanto escolhia alguns livros para estudar um acólito trouxe-lhe água e frutas, deixando-as sobre a mesa.

Não havia livro interessante para vc, pelo menos não na procura superficial que fizera, mas isso não importava, queria apenas ocupar a mente então escolheu um livro sobre Lubliama, parecia um tratado sobre a história e geografia da região, sentou-se e começou a ler.

Leopoldo, o sacerdote que chegou a Lubliama junto com Connor e Sam passou pela biblioteca, não demorou muito, olhou os livros nas prateleiras e estantes e caminhou pelo local, em silêncio, apenas a cumprimentou ao chegar e ao sair.

Depois da saída de Leopoldo vc voltou a procurar outros livros e encontrou plantas do templo, desenhos antigos com escritas em idioma anão provavelmente, que indicavam um terceiro andar, abaixo do térreo, no subsolo, o local era corredores não muito longos mas distribuídos de forma confusa, talvez fáceis de serem lidos por um anão, cuja saída dava para 3 pontos diferentes, um curto e outros dois mais longos, em direções quase opostas. A entrada porém desanimava, ficava na nave interna do templo, atrás do altar e a essa hora seria impossível explorá-la.

Leopoldo:
Vc é conduzido pelo templo pelo sacristão, um jovem chamado Boaz, posteriormente Norne reconheceu-o como sacerdote e recomendou que Boaz lhe apresentasse o edificio assim que fosse solicitado.

o Templo segue a estrutura convencional, é todo feito de pedra em formato retangular, na extremidade oposta a entrada ficam as estátuas de Parom e Blator cada uma com cinco metros de altura e de frente uma para outra. Diferentemente de outros templos cuja estátua fica num pátio aberto, este possui uma nave, cobrindo todo o teto, talvez pelo hábito dos anões de viver sob as cavernas. Haviam dois tipos de cultos, os abertos a população realizados ali e os velados, onde só os sacerdotes participavam, realizado num dos salões internos que cercavam as estátuas. Não haviam bancos o que o fez deduzir que os fiéis ficam de pé durante as missas ou sentam-se no chão.

A sacristia nem de longe lembrava a do templo de Selimon em Fontenova, parecia mais uma oficina ou forja, muitos paramentos metálicos, as vestes sacerdotais pareciam vestes de batalha sendo as velas e defumadores as únicas coisas que lembravam uma sacristia de Selimon.

As primeiras salas ao redor das estátuas eram capelas dedicadas a outros deuses, onde os fiéis poderiam deixar suas oferendas e fazer suas preces, cada capela contava com uma imagem em relevo na parede do deus em questão, uma pequena mesa de pedra e um banco em cada lateral.

O presbitério fica apenas no salão interno, dedicado aos cultos velados ficando separado da nave interna por sete degraus e composto de uma mesa longa de pedra onde ficam os materiais de celebração, um altar logo atrás da mesa dedicado a Parom e Blator e quatro cadeiras ao lado da mesa.

Todo o resto do andar térreo é dedicado ao culto tendo as paredes e colunas decoradas com pinturas ou alto relevo de motivos religiosos, enquanto o andar superior é dedicado a vida dos acólitos, ficando ali a cozinha, o quarto de Norne e os quartos dos acólitos.

O único lugar público do andar superior é a biblioteca, sendo acessado por uma escada espiral que comunica ambos os andares, ali vc viu a dourada Pammala lendo, tendo preferido não interromper, apenas a cumprimentou para em seguida ir para a capela de Selimon fazer suas preces, após o almoço, comungando até a hora do jantar.

Connor:
Era uma questão curiosa, de todos os presentes, vc era um dos únicos que não tinham nenhuma ligação com os eventos recentes, envolveu-se voluntariamente e teria todo o direito de não se importar, mas havia a cobrança interna, a obrigação moral de fazer o certo. Mesmo diante da sua vida "torta" a moral, a linha tênue entre o certo e o errado não poderia ser ultrapassada e era isso que o mantinha ali ainda, sem saber ao certo o que fazer.

Norne foi encontrado logo após o almoço, caminhava apressadamente para sua sala demonstrando desconforto ao ser interrompido. Quando perguntado por Baldar ele rapidamente disse que o forjador estava seguro, tendo sido ele um dos fornecedores de armas para Archibald o anão-louco poupo-o, e durante a invasão verrogari ele se protegeu nos corredores do subsolo de sua casa.

Com a mente mais tranquila sobre Baldar, vc poderia pensar sobre os eventos, sua espada, a ruína-dos-verrogaris estava nas mãos de Ricar, Jacus e Náin estavam desaparecidos, Vardem fugira e mesmo que nada disso tivesse ligação consigo, vc já estava envolvido emocionalmente.

Enquanto estava cativo vc viu Sam desanimar, como nunca antes o pequenino tinha feito e desde a fuga ele manteve-se quieto, Derin traiu o grupo ao ponto de ameaçá-los com uma arma, Firiom era imprevisível, Glóin se esforçou mas não protegeu Lubliama, perdeu Náin e a confiança de boa parte dos anões. Se vc decidisse fazer alguma coisa a respeito disso tudo, o que poderia fazer com um grupo confuso e disperso como esse?

E ainda havia uma pergunta, engasgada como a espinha de um peixe, pq os outros, Baelor, Calion e Pammala demoraram tanto? A viagem era urgente, deveria ter sido rápida. Ainda haviam coisas que precisavam ser esclarecidas, pelo menos se vc quisesse prosseguir.

Leopoldo era a sua esperança, o sacerdote falou pouco durante o cativeiro mas ficou nítido que ele conhecia mais sobre Jered do que vc´s, além é claro dele ter conhecido Seviala e Fontenova, o que o faria um excelente guia caso o grupo decidisse ir para Verrogar. Além disso havia um nome que ele tinha dito, não lhe era estranho mas vc não conseguia se lembrar onde ouvira, era Hartoz. O sacerdote disse rapidamente que foi ao procurar este homem que ele se envolveu nisso tudo.

Para concluir o quebra-cabeças haviam os outros dois resgatados dos sombrios, Halt e Alastor, do pouco que ouviu sabia apenas que eles conheciam o misterioso Irvem e seu sobrinho e que sequer sabiam sobre o ataque verrogari, seus problemas eram os sombrios e isso o preocupava, os elfos de pele negra eram o problema desde o inicio, Verrogar surgiu repentinamente e cresceu como foco do grupo e eles foram deixados de lado, junto com todas as respostas para as perguntas até então feitas. Teria sido eles apenas objeto das maquinações de Vardem e Jered?

E Argrim? Onde este estranho homem se encaixava? Como Glóin o conheceu? Vc não concordava com a crença de Glóin nas pessoas, preferia duvidar. Firiom se aliou ao grupo através do anão e até agora ninguém soube o que ele realmente quer, e agora Argrim tbm estava entre vc´s, novamente sobre autorização de Glóin. Sabia que ele havia ajudado, mas por quais motivos? Pq não partiu quando soube da guerra?

Calion:
No meio de tanta desolação e desespero caberia a vc levantar os ânimos mas a alegria comuns aos elfos e aos bardos não era bem vinda, sentindo-se intimidado pela apatia dos demais vc preferiu o silêncio e tratar apenas com os os mais próximos e pessoalmente.

Encontrar o pequenino foi fácil, do silêncio fúnebre do templo, além dos passos podia-se ouvir a música de sua flauta, que já não era alegre, parecendo mais uma elegia. Baelor foi visto enquanto caminhava para falar com Norne, as desculpas foram aceitas de forma apressada e inquieta.

Tudo aquilo o incomodava, sua missão terminara ainda em Sensera, quando avisou a Alirel sobre Jered e mesmo assim vc continuou por lealdade e apego aos novos companheiros, não havia dívida, não haviam obrigações, sabia que que Karr não os manteria preso, o General era cruel, mas tinha palavra e não sabia o que seria dali para frente.

Mirina veio e se foi rapidamente, sem despedidas, dessa vez o boêmio e galanteador fora passado para trás, Dalila ficou em Sensera, mas sem Alirel (o sumo-sacerdote a essa hora já estaria de volta para o reino dos elfos) para dar-lhe residência ela voltaria em breve para Caliana. Vc sequer sabia que decisão os outros iriam tomar e a sensação era de despedida.

Calion, Pammala e Argrim:
Finalmente a jovem elfa parecia sucumbir as seduções do bardo, teria sido ela talvez a mais resistente de suas amantes. Mas infelizmente o ato que decretaria a vitória de Calion foi interrompido por Argrim, o dourado mal o conhecia, mas já estava incomodado, como poderia ser impertinente dessa forma?

Resolução da magia de Calion:
Código:
Nível da  magia de Calion [4] contra RM de Argrim [2], cruzando a tabela Força de Ataque (magia) contra Força de Defesa (RM), Argrim precisaria de 14 ou mais, tirou 16, sucesso.

Argrim começava a acreditar que a cordialidade era um traço comum dos elfos, mas subitamente ao tocar a mão de Calion percebe que o bardo balbuciava algumas coisas e sentiu um lampejo em sua mente como se tivesse sido invadida, sem que pudesse explicar, Argrim sabia que tinha sido Calion, o elfo tentara enfeitiça-lo de alguma forma.

As palavras de Argrim soam a Pammala como uma cobrança indesejada, Gilbram Mait era um nobre, responsável pela Torre Oculta, mas das torres que protegem a Ponte de Palier, vc se assusta ao saber que Argrim conhecia Gilbram e a Torre, como poderia um humano, ainda mais como ele, ter chegado tão perto? Isso a incomodou muito, deixando-a curiosa, precisaria falar com o guerreiro pessoalmente mais tarde. Finalmente Âmien cobrava sua presença, os elfos pelo menos eram confiáveis e não tentariam matá-la como fez Augustu.

Gloin:
Culpa e dor, saíra de sua terra natal atrás do seu machado e o que havia conseguido era morte e destruição, não para teus inimigos e sim para teus aliados. Rarurg seu compadre havia padecido, seu afilhado Náin sumiu sem deixar rastros e Najila deixou a cidade. Sentia-se em dívida, precisa saber sobre Náin e acima de tudo queria vingança, Jered precisava pagar mas era Vardem que vc queria, queria tirar a cabeça da cobra e abri-la da barriga ao pescoço.

Uller convidou-o a regressar com ele mas vc não poderia aceitar, ainda tinha amigos, pessoas que lutaram ao seu lado e precisava saber o que eles fariam, que decisões iriam tomar, se manteriam-se juntos ou se cada um iria para seu lado, voltar as suas vidas normais, como se isso ainda fosse possível.

Ao caminhar pelo templo vc ouviu a flauta de Sam tocar, triste enquanto os outros caminhavam inquietos pelo templo. Leopoldo, o recente sacerdote que conhecia Jered, orava numa capela menor, dedicada a Selimon e vc parou de joelhos, sem armadura em frente a imagem de Blator, baixando a cabeça até que ela tocasse o chão ficando assim até que terminasse suas preces.

Firiom:
Sua música assusta a muitos sacerdotes e a maioria para de longe para observá-lo com curiosidade. As palavras começam a se alinhar harmonicamente com a elegia de Sam até que se tornam uma única música, que apesar da mensagem, não poderia ser mais propícia a ocasião.

Todos:
Seus afazeres são interrompidos quando começam a ouvir a música de Firiom e a flauta de Sam tocando ainda mais alto, comovidos, enfeitiçados ou com medo muitas sacerdotes começam a acompanhar a música com o que parece ser uma espécie de canto gregoriano até que a sombria sinfonia comece a ecoar pelo templo.
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Re: Arco 4

Mensagem por Blanchard em Sab 18 Jan 2014, 15:13

Percebendo que minha magia falhara – ainda que o sucesso da ação tenha existido – e quão séria era a cobrança sobre Pammala, digo (em élfico):
Pammala, buscarei saber como nossos companheiros se saíram, precisamos compartilhar nossas informações. Caso precise de algo, estarei por perto.

Passo sorrindo para Argrim, que ele se entenda com Pammala. Enquanto caminho, digo (élfico):
Espero que o General aprecie e nos traga alguma bebida, de preferência forte...

Ouvindo a canção, me sinto arrepiado, com um animal encurralado pela própria morte. Não é isto que procuro, não é a beleza gélida e sim a beleza de séculos de existência. Me afasto de Sam e de Firiom.

Procuro por Connor até encontra-lo. Ofereço-lhe para cumprimenta-lo enquanto digo:
Parece que vocês tiveram dias infernais. Por que não seguiu conosco? Passamos por festas, e Uther ainda deve estar nelas, vilas e o templo mais belo do reino. Conheci uma garota que tinha muitas amigas, você teria sido bem-vindo... Conte-me como foi sua jornada e o motivo de você acreditar que não existe aqui mais nenhum amigo.

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Re: Arco 4

Mensagem por bcsaulo em Sab 18 Jan 2014, 17:51

Saber que meu mestre estava vivo me alegrou o coração, mais ainda assim me senti fracassado, muito mais pelo fato de não conseguir realizar o que desejava, do que pela morte daqueles homens e anões. Eles haviam escolhido lutar e morrer por um propósito, mais qual seria o seu propósito, de agora em diante? Valeria apena ficar? Deveria sanar muitas dúvidas antes de partir. Voltava a caminhar pelos corredores, ao soar dos cantigos. Ouço as vozes cantando, concentrado em meus pensamentos, quando saio do transe após o comentário de Calion:

- Hm, que bom que se divertiu! Eu fui traído por todos em que eu confiava. - Pousava os braços nos ombros de Calion - Venha, chame seus companheiros. Convença-os a irem para a biblioteca. O general Karr, esteve com cada um de nós! Precisamos entender do que ele descobriu só saberemos disso, se nós nos juntemos e cada um falar o que sabe, precisamos estar preparados quando estivermos frente a frente com ele.

Cumprimentava Calion e ia ter com Sam, logo que ele terminar a canção:

- Hey, pequeno. Está tudo bem? Acho que não foi muito sensato da sua parte sair da proteção de seus pais! Bom, sua dose de aventuras já terminou, se for solto o melhor a fazer é ir para sua casa. Venha vamos para biblioteca, precisamos conversar sobre o futuro.

Dito isto vou atrás de Alastor e Leopoldo. E peço a Sam para que ele chame Firiom e Halt.

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Re: Arco 4

Mensagem por arabedoido em Sab 18 Jan 2014, 19:43

Como diria o esquartejador, vamos por partes. Para minha próxima ação, preciso saber uma coisa:

Realmente me lembro da missão que era a doada pelo rei. Do que se trata essa que Anaru mencionou?

Na biblioteca, encontro algo para anotar as plantas e as anotações na língua dos anões? Se não houver, ainda tenho meu pergaminho, a pena e a tinta?

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Re: Arco 4

Mensagem por Samyaza em Sab 18 Jan 2014, 21:32

Off: Árabe,
Vc é de Âmien e conhece um pouco da Ponte de Palier, aliás, seu motivo de sair pelo Mundo Conhecido era justamente aprender mais sobre ela e outros mistérios de Tagmar como podemos ver em http://vingadornegro.forumeiros.com/t53-pammala-nimloth:

Nascida em Âmien, Pammala sempre foi extremamente curiosa e o que sempre a a atraiu foram os segredos e mistérios de Tagmar. Vivendo perto da Ponte de Palier, sua maior vontade sempre foi entender o que realmente esse lugar esconde, assim como os outros locais misteriosos, como o Domo, A Ilha, o Campo Branco e as Estepes Vítreas.


Sendo vc uma dourada que não aprendeu tudo o que gostaria sobre a Ponte, vc se surpreende como um humano como Argrim poderia ter chegado até a Torre Oculta, os humanos são afastados ou mortos antes mesmo de chegar ao coração da floresta e Argrim teve contato direto (e servindo de emissário) do próprio Gilbram que é o responsável pela Torre. Gilbram compara-se em poder e influência a seu mestre, Covaz.

Argrim está se lembrando de que vc passou em Âmien para comunicar seus superiores sobre os elfos sombrios, só aí os elfos influentes de lá te colocaram como emissária do rei de Marana para que vc tivesse autorização de investigar sem levantar suspeitas, mas estava a serviço diretamente de Âmien, como podemos ver em http://vingadornegro.forumeiros.com/t13-prologo-do-personagem-pammala-jogador-arabe-doido:
Comunicando Âmien do ocorrido, vc foi enviada até o local do último boato, Lubliana, uma cidade rica em minério. Sua missão é secreta, levantar informações, sem que outros saibam o que está acontecendo, pois suspeita-se que alguém está ajudando essas tropas a se movimentarem pelo continente, quase sem ser percebidos. Você possui uma carta do governante de Marana assinada dando ordens para que ele permita que vc investigue os boatos de assombrações, Jacus não sabe dos elfos sombrios.


Na biblioteca havia sim papéis e tinta para as anotações.
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Re: Arco 4

Mensagem por Vercenorax em Sab 18 Jan 2014, 21:58

Continuarei em penitência até que venham me chamar para o jantar com Karr.

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Re: Arco 4

Mensagem por Renan Paladino em Sab 18 Jan 2014, 22:46

Quando terminamos nosso diálogo, antes que se ausentem, informo aos dois que preciso conversar com ambos tão logo quanto possível. Ainda me sinto desconfortável pelo fato de estar preso novamente em tão pouco tempo. Para tentar clarear minha mente, caminho pelos corredores do templo quando começo a ouvir claramente o canto, que me rompe os pensamentos e penetra minha mente. Em fração de segundos fecho os olhos e respiro fundo, a sinfonia é tudo o que ouço e quando os abro vejo ao meu redor não mais o templo, mas todas as imagens de meus pesadelos. Vou caminhando desorientado assistindo a tudo aquilo e ao fundo o a sinfonia vai ficando mais forte, intensa, ensurdecedora até que, acabo esbarrando em um dos sacerdotes e quando percebo estou devolta ao templo, parado de frente para o ser que profere o canto. Aguardo até que o mesmo termine e note minha presença:

- Você acredita em profecias, Firiom, o louco?

Independente de sua resposta, conto a ele com detalhes tudo o que tenho visto em meus sonhos, que acredito que tudo pode piorar ainda mais e que preciso de seu apoio e do de cada um dos que se encontra encarcerado no templo, pois os próximos dias seriam determinantes não só para Lubliama, mas para toda raça que habita essa terra.

Não me lembro de nada do que aconteceu comigo antes de despertar na Torre Oculta, pouco conheço sobre cada pessoa que conheci, mas os fatos que ocorreram ao longo desses dias me fazem apegar a esses sonhos que na verdade creio serem visões de um futuro próximo. Esse canto abriu minha mente, devo me preparar para o que está por vir.

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Re: Arco 4

Mensagem por arabedoido em Sab 18 Jan 2014, 23:07

Beleza. Tenho fases em que não consigo controlar meu cérebro.

Digo para Anaru:

Assim que conseguir ficar livre desta situação e ganhar minha liberdade, é o que farei. Agora, conforme disse para Calion, o que me preocupa é encontrar uma rota de fuga caso a situação fique perigosa por aqui. Acho que o que descobri incomodou alguém e ele começou a se mexer e mandou uma assassina para me calar.

Copio o que descubro sobre o templo, tanto a planta como as inscrições na língua dos anões. Para ficar o mais igual possível, se der faço a cópia colocando a folha por cima mesmo ou se ninguém estiver olhando, uso a janela meio que para improvisar uma "mesa de luz". Só quero que a cópia fique o mais fiel possível.

Enquanto desenho, pergunto para Anaru:

Mas me diga uma coisa, como foi que permitiram que chegasse até a torre? Pelo que sei, os irmãos da floresta não gostam muito da presença de quem não seja elfo. A não ser é claro em casos muito especiais.

Assim que terminar, saio da biblioteca e se Anaru estiver lá comigo, chamo-o para vir comigo. Vou procurar ajuda para decifrar as inscrições, mais precisamente Glóin ou Connor, quem eu encontrar primeiro.

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