Prólogo do personagem argrim (Jogador Paladino)

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Prólogo do personagem argrim (Jogador Paladino)

Mensagem por Samyaza em Seg 28 Out 2013, 16:43

Você caminha por um vale enegrecido junto a uma fileira de pessoas, estranhamente tudo parece acinzentado em sua visão e você não consegue distinguir cores e só percebe que apesar de estar de pé, enxerga como alguém que estivesse abaixado, quando repara que as demais pessoas que caminham como numa procissão estão com suas cabeças arrancadas e as carregam nas mãos, segurando-as pelo cabelo.

Aparentemente sem controle voluntário de seu corpo vc continua a caminhar seguindo as pessoas até que no horizonte vc é capaz de distinguir uma luz amarelada, como fogo, vc a observa enquanto ela se aproxima mais e mais até ser possível ver a forma de um pássaro de fogo que avança tornando a luminosidade e o calor insuportáveis e forçando-o a inutilmente fechar os olhos para tentar proteger-se do clarão.

Quando seus olhos se abrem vc está num planalto cercado por silhuetas que parecem de pessoas mas de cinco ou seis metros de altura. O grupo de "gigantes" usam mantos que ocultam seus rostos e vc só consegue identificar as vozes. A primeira voz era a de uma mulher, na verdade de três mulheres que diziam as mesmas palavras ao mesmo tempo. A segunda voz era a de um homem e sobre sua cabeça, acima do manto que lhe cobria o rosto podia-ser ver uma coroa negra. A terceira voz era a de um velho e vinha da única silhueta cujo manto era branco. E a última voz era a de alguém mais jovem do que os outros três e este, estava nitidamente nervoso:

Voz jovem: - É isso? Então é apenas isso que iremos fazer? Colocar tudo nas mãos um mortal, dar a ele não o direito mas a obrigação de decidir? É isso justo?

Voz tripla da mulher: - O que eu vi é apenas uma parte do que pode vir a ser, não é certo intervir.

Voz do velho: - Há muito deixamos os filhos decidirem seu destino não podemos intervir além disso, que é justamente, deixar que  um filho decida.

Voz do homem com a coroa: - Eles estão indo longe demais, não intervi quando ele morreu, permiti que ele encontrasse seu pai e agora um filho deste mesmo pai pretende desafiar-me e ele a quem tanto respeito decide não intervir?

Voz tripla da mulher: - Ele deve ter os seus motivos, nunca tive razões para acreditar que ele faria algo de ruim.

Voz jovem: - Defende-o por ele ser teu marido e por isso ser obra dos teus filhos também, mas eles colocarão tudo a perder? Já não basta a última vez que isso aconteceu?
Nesse momento, do outro lado, um trio se aproxima formado pela fênix de fogo que o trouxe até aqui, um humano com armadura prateada e olhos e cabelos azuis e outro humano, mais baixo, barbudo de rosto sarcástico e vestido com roupa estranhas e usando uma cartola.

Barbudo de cartola: - Então iremos fazer? Entendem o que decidiremos aqui?

Voz do velho: - As leis acima de nós não permitem uma intervenção desse tipo, não de nossa parte, não sem que uma escolha possa ser feita, a única maneira é essa.

Humano de armadura: - Se é a única forma de por um fim a tudo isso.

Voz do homem com a coroa: - Saibam que ele só poderá decidir por um, e apenas um terá essa chance e que mesmo assim, ainda poderemos pagar com uma guerra interna, que rapidamente se estenderá aos filhos e que tudo pode ser em vão?

Voz do velho: - Mas é a única chance. Nós tentaremos.

Voz do jovem: - Porque tem que ser desta forma? Porque tem que ser ele?

Fênix: -  As leis atingem a todos nós independente de onde estejamos, não podemos ir e vir no ontem e no amanhã como antes podíamos, a única forma disso ser ainda possível é mediante uma escolha e esta não cabe a nós, só podemos gerar a possibilidade mas a decisão estará nas mãos dos filhos, as leis existem para manter o equilíbrio e impedir que guerras do passado ocorram novamente.

Barbudo de cartola: - E agora estamos prestes a quebrá-las!

Voz tripla da mulher: - Que assim seja, se ele estiver errado em consentir com tudo o que está prestes a acontecer, então que cuidaremos para corrigir tudo, espero que vc´s tenham feito uma boa escolha.
Nesse instante a fenix grita e de sua boca saem chamas que queimam o seu corpo, quando as chamas se extinguem sua cabeça está de volta ao pescoço. O planalto agora parece estar flutuando no céu cheio de nuvens ao seu redor e a única saída está a sua frente: uma enorme e longa escada  feita de pedra e mármore, cujo final é ocultado por densas nuvens ao seu redor. Você caminha descendo a escada até poder tocas as nuvens que a  circulam, quando vc atravessa a nuvens uma luz muito forte o cega e vc cai  desacordado.

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